segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Infecção por Fungos


Estabelecimento da infecção por fungos
Por: Dr. Luiz Roberto Abrão / Prof. Dra. Hélia Soares Angotti - Estabelecimento da Infecção Ocular (Acesse o artigo completo aqui)

O processo infeccioso é dependente da virulência do agente causal, da capacidade de reação do hospedeiro e da carga infectante. As condições para o crescimento fúngico
, presentes no hospedeiro, geralmente diferem do nicho ecológico que o fungo normalmente habita. Há adaptação do metabolismo do fungo a temperaturas desfavoráveis, geralmente mais altas. Como exemplo, existem os fungos dimórficos que crescem em ambientes desfavoráveis e produzem doença.

O fungo para ser considerado patógeno deverá possuir habilidade de aderir e penetrar nos tecidos do hospedeiro e ter acesso ao órgão-alvo ou fluído corpóreo, multiplicar-se in vivo, evitando os mecanismos de defesa do hospedeiro e causar lesão tecidual. Portanto, caso o fungo não cause dano tecidual, não é patogênico. Alguns fatores podem influenciar neste processo, que teriam como exemplos os tratamentos com imunossupressores ou a presença de doenças que cursem com diminuição das defesas imunológicas locais e sistêmicas do paciente.

A patogenicidade dos fungos é mediada por vários componentes, que estimulam diferentes respostas no hospedeiro. Muitos destes mecanismos permanecem obscuros, existindo hipóteses que as toxinas, enzimas e outros metabólitos produzidos in vitro e in vivo pelos fungos patogênicos tenham papéis importantes nas lesões teciduais geradas. Um exemplo de micotoxina de alto poder lesivo é a aflatoxina.

A caracterização da virulência dos fungos é complexa, ou seja, não é dependente de um único fator, mas de um conjunto de fatores. Estes mecanismos variam desde distúrbios na regulação do sistema imune, inibição da produção de citocinas, diminuição da atividade fungicida de macrófagos, dimorfismo, capacidade de aderência e invasão das células, produção de cápsulas fúngicas com características especiais em algumas espécies até tipo de composição da parede celular. Paredes fúngicas com presença de melanina estão relacionadas com a virulência, pois esta substância protege o fungo de produtos oxidantes presentes nos tecidos e nas células de defesa, fornecendo resistência aos raios ultravioleta e às enzimas, algumas líticas, geradas no meio.

A capacidade de aderência do fungo é um fator de virulência complexo e importante. Para tal, estão envolvidas forças de atração e repulsão eletrostática, fases de posicionamento, que na ausência de ligação mais forte entre a superfície do hospedeiro parasitado e o fungo específico, podem ser rompidas pelos movimentos do corpo humano. Um exemplo deste fator de virulência é a forma de como se une a camada externa das paredes celulares das leveduras com as células epiteliais, que é mediada por adesinas. Os fungos podem gerar processos infecciosos clássicos ou apenas respostas inflamatórias imediatas e/ou tardias.

Um comentário:

Cristina disse...

Boa Tarde!!!

Gostaria de maiores informações sobre o equipamento adequado para proteção contra fungos e virus


Obrigada!!!