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quarta-feira, 17 de abril de 2013

EpiMol 2013: inscrições abertas


Olá pessoal,

Estão abertas as inscrições para o XIII Curso Internacional de Epidemiologia Molecular em Doenças Infecciosas e Parasitárias Emergentes, que será realizado no período de 28 de julho a 02 de agosto de 2013, no Centro de Pesquisa Gonçalo MonizFIOCRUZ, Salvador, Bahia.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Sobre a greve nas IFES

Não é do escopo desde blog os partidarismos ou políticas diversas, mas este espaço foi criado para colaborar na educação e me sinto no direito de emitir minha opinião sobre o que se passa no cenário do Ensino Superior, em especial as Instituições Federais.

Quando pensei em fazer faculdade, decidi que queria ser veterinária. Quando conheci Londrina, decidi que faria veterinária na UEL. Nunca sequer cogitei a possibilidade de estudar em uma Universidade Federal. Quando entrei na graduação, decidi que queria a carreira acadêmica. Ao terminar meu mestrado, imediatamente fui para a academia e nunca mais saí. Ralei e passei num concurso público e hoje sou professora de uma Federal, sou muito feliz com o que faço mas quero mais.

Sim, sou a favor de greve, de discussões, de reivindicações e, sobretudo, de dignidade em nosso trabalho. Sou a favor da democracia e, se minha opinião for minoria, acato com toda tranquilidade. Não sou a favor de baderna, de partidarismos, de aproveitar o momento para "descansar". O que está acontecendo não é uma "semana do saco cheio". É um evento imenso, de proporções nacionais, em prol da valorização desse profissional que doa seu tempo, conhecimento e dedicação ao SABER e renuncia, às vezes a si mesmo, em prol da tríade indissociável ensino - pesquisa - extensão. No passado era status ser professor universitário, era motivo de orgulho na família... Hoje ser professor universitário é para quem gosta do que faz. Que profissional de nível superior se forma pensando em ganhar esse salário? E se sujeitar a trabalhar nessas condições? Cadê o status disso? Se eu quisesse hoje ter um filho, teria que me livrar dos meus cachorros e esquecer a hipótese de comprar uma casa. Se eu quisesse comprar uma casa hoje, teria que esquecer a hipótese de ter um filho ou de viajar nas minhas férias. Só de pensar que ao me aposentar (daqui uns 27 anos) meu salário ainda será menor do que já é hoje... Francamente, qualquer amor acaba quando esbarra na crise financeira. 

Ninguém fica milionário "apenas" professando. Não quero ser milionária, mas quero ter algum valor. O valor acadêmico é totalmente efêmero e a meritocracia é uma lenda, mas acredito profundamente que ser professor vai além da vaidade acadêmica. Ser professor é abraçar a causa dessas vidas que passam por nossas mãos tão rapidamente e é ser a referência para tantas dúvidas além da disciplina ministrada. Ser professor é um casamento: saúde, doença, alegria, tristeza, riqueza e pobreza, temos que estar lá. E estamos. Impreterivelmente e indubitavelmente. Precisamos de dignidade para continuarmos! Se a linha segue, daqui a alguns anos não haverá mais quem queira "ser professor quando crescer". Não quero ser chacota da sociedade e não quero ser obrigada a deixar de fazer a coisa que mais gosto de fazer na vida. Não quero tornar esses doze anos de escola, cinco anos de graduação, mais dois anos de mestrado, mais seis anos de docência no ensino superior e, agora, mais este ano de doutorado apenas estatísticas de quanto tempo passei estudando. Quero mais. Quero valer de verdade, para os alunos, para a sociedade e para meus gestores. Quero dignidade em meu trabalho, quero respeito e, acima de tudo, quero aquele "status", que significava o quão importante era este trabalho.

Ainda hoje escrevi para um acadêmico em resposta a esta reportagem do Correio do Estado - e depois coloquei em meu próprio perfil no Facebook - a seguinte sentença: "Alunos: vocês estão batalhando para entrar no mercado de trabalho. Nós, professores 'grevistas e subversivos', estamos batalhando para nos manter neste mercado - o qual amamos muito. Só por amor a esta carreira que o Brasil inteiro está parando. Não podemos ser omissos e ficar de fora do maior movimento já visto em Universidades Federais no Brasil." A UFMS está viva SIM!

52 Universidades Federais mobilizadas, e contando.
Professores grevistas não querem prejudicar alunos. Professores grevistas também passarão o Natal na Universidade, se isso for previsto no calendário acadêmico pós-greve. Se os professores subversivos estão 'prejudicando' os alunos agora é para que as Universidades Federais não sejam mais vistas como sucata, depósito de lixo ou acervo de desânimo e desinteresse. Ninguém é obrigado a concordar com nada, mas entendam que greve prejudica, sim, a todos. Porém é a ferramenta legal que temos para pressionar e reivindicar por algo maior. Estamos todos lutando por ressucitar a educação superior federal no Brasil. Definitivamente não estamos lutando pelas estatísticas do MEC, apensa queremos uma carreira digna e decente.

domingo, 8 de abril de 2012

Publicações para quem trabalha em laboratório de saúde

Olá pessoal,

No site da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio encontrei esta série de livros: Conceitos e Métodos para a Formação de Profissionais em Laboratórios de Saúde.

São três volumes disponíveis. Volume 1 versa sobre biossegurança e boas práticas laboratoriais; conceitos e técnicas básicas aplicadas em laboratório; microscopia da luz; animais de laboratório e fundamentos em química experimental. O volume 2 aborda biologia celular e ultraestrutura; histologia; técnicas histológicas; técnicas citológicas e cultivo celular. Volume 4 traz conceitos em Imunologia, Virologia, Bacteriologia e Micologia.


Além desta série, há uma diversos de outros títulos disponíveis em Publicações - Livros. Títulos voltados para educação de saúde e em saúde, trabalho, iniciação coentífica e afins. Vale a pena explorar esta biblioteca!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Comissão Estadual de Saúde Pública Veterinária - CRMV-MS

Um "viva" à Medicina Veterinária Preventiva - Saúde Pública Veterinária!!!

Fiquei muitíssimo feliz em participar da Oficina e, principalmente, em saber que há pessoas interessadas nesta premissa, até então negligenciada e atuamente reemergente dentro da nossa Profissão. Quem trabalha com saúde pública o faz por vocação, amor e respeito ao ser humano e, como diria o Dr. Jair Vicente, "exerce o sacerdócio". Suma do evento: compromisso das Instituições de Ensino em ensinar o tema; promoção da ára de atuação junto à comunidade civil e veterinária; motivação na inserção do Veterinário na saúde pública. Tríade indissociável para qualquer área profissional ser respeitada e estabelecida - e espero colaborar ativamente com isso!

No último dia 30 (março/2012) foi realizada a I Oficina da Comissão Estadual de Saúde Pública Veterinária do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul (CESPV / CRMV-MS) com vistas a discutir, debater e delinear algumas propostas para melhor estruturar essa área de atuação profissional ainda incipiente para a categoria - com foco na nova Portaria (MS) 2488 de 21 de outubro de 2011 que inclui o Médico Veterinário no PNAB / NASF.

O evento foi presidido pela CESPV / Dr. Eduardo Arteiro Marcondes (Vice-Presidente do CRMV-MS) com a participação de representantes docentes e discentes das instituições de ensino superior de Mato Grosso do Sul (UFMS, UCDB,UNIGRAN, Anhanguera-Dourados). Na Oficina foram propostos três eixos de discussão: O papel do médico veterinário na saúde pública frente a nova Portaria (MS) 2488; A importância da qualidade de atuação profissional frente a novos desafios; O perfil da formação de medicina veterinária para a saúde pública.

Este evento foi muito importante, não só por envolver a Academia às ações do CRMV, mas também por propiciar o importante encontro entre representantes das instituições de ensino do Estado e motivar a todos para um mesmo objetivo: ensinar, promover e atuar em saúde pública veterinária.

As discussões geraram uma Carta de Pactuações e já foi divulgado que o CRMV-MS está preparando o I Seminário Estadual de Saúde Pública Veterinária. Vem muita coisa por aí!

Segue abaixo a Carta de Pactuações da I Oficina, para ampla divulgação, discussão e conhecimento.


Além da Carta, outras publicações relacionadas também podem ser acessadas neste link:


Entrega de certificados e foto clássica dos participantes da I Oficina

sábado, 15 de outubro de 2011

Feliz dia do Professor!

Da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo,
projeto-homenagem aos educadores.
Maiores informações:
http://www.lufernandes.com.br/valeuprofessor/

 Antes de mais nada, agradeço MUITO a todos os meus professores pela minha formação e por, direta ou indiretamente, influenciarem em minhas escolhas, em minha carreira e minha vida toda. Alguns professores foram essenciais e me lembro de muitas aulas até hoje!

Um dia, discutindo "como ser professor universitário" - sim, isso é tema de debate entre professores novos, afinal só estou na labuta há cinco anos!!! - relembrei muitos professores de minha vida e detectei que outros professores eu nem lembrava mais. Nem o rosto, nem o nome. Isso é terrível! Ser um professor e ser esquecido? Então a reflexão foi longe: os professores dos quais me lembro têm uma característica em comum: todos se fizeram importantes em alguma coisa. Tiveram a dedicação de, no mínimo, 'infernizar' a vida dos alunos. E esse infernizar foi desde cobrar demais, ser bravo demais, ser mau-humorado demais, falar demais... e aqueles poucos (mas perseverantes!) que ajudaram gratuitamente demais.

E, além da aptidão natural do aluno, tem o fator do professor ser a peça-chave para ajudar a se identificar com o tema - ou odiar.  O jeito de ensinar, a dedicação que tem, o domínio do tema e, acima de tudo, a paixão que tem pelo o que faz e ensina. Com quantas disciplinas nunca me identifiquei mas, devido à paixão do professor, me dediquei a aprender para, ao menos, ter um pouquinho dessa paixão em mim?

Refletimos também sobre a diferença entre estar sentado e depois estar em pé. É uma responsabilidade totalmente diferente. O aluno acha que professor não tem vida, não tem família, não vai ao banheiro, não sofre e sabe tudo de tudo. Ledo engano! Professor também é gente e também tem professor de todo tipo!! Essa imagem de 'supremacia', aos poucos, está se extinguindo, "graças" a professores mau-caráter, despreparados e sem humildade nenhuma para assumir que não gostam e nem entendem do assunto. Infelizmente esses entraves têm tornado as Universidades uma coleção de gente que não gosta e não tem habilidade nenhuma de ensinar - e que busca desesperadamente por cargos e encargos, nos quais também pouco contribuem (ou atrapalham!) para melhorar as condiçõe$ de ensino / pesquisa / extensão de quem faz isso de verdade. Talvez parte desse perfil desinteressado se deva às dificuldades enfrentadas no ensino superior. Hoje, após uma Universidade Estadual e duas Federais, em pé, diante de tantas turmas, incluo a burocracia para ceder estágio ("valeu", lei do estágio!) e submeter projetos, as falhas do sistema para passar notas e faltas, as parcialidades de concursos públicos, a falta de incentivo tanto de chefes quanto das administrações superiores e, principalmente, a falta de MERITOCRACIA. O mérito - em ensino, pesquisa e extensão - é praticamente NULO. Ninguém ganha a mais por isso, a não ser menção honrosa e "status" - que não paga o quanto gastamos do bolso para realizar as ações.  É por isso que quem ensina, pesquisa e faz extensionismo, os faz por muita vocação.

Outra problemática (sem solucionática) é a bola de neve do perfil dos alunos. Cada dia mais os alunos chegam com uma bagagem menor, mais simplistas, mais vc-tb-prof-pq e menos interessados em investigar e descobrir. Chega a ponto de ter que ensinar a buscar informações básicas mas relevantes no Google! Para quantos ensinei a "busca avançada - filetype: PDF"??? Eles nunca aprenderam a ser curiosos e chegam de um ensino fraco, de professores nada valorizados (com nanossalários e cargas horárias estratosféricas) e, com esse perfil mínimo no ensino superior, desestimulam os poucos professores que querem ir além! Se formam sabendo pouco ou nem sabem que área querem, alguns buscam aperfeiçoamento (ou o cabide da pós-graduação - não sei o que fazer, faço mestrado! e doutorado! e pós-doutorado! e outro pós-doutorado! tenho bolsa recém-doutor! = profissão: pós-graduando!) e, na mais triste perspectiva, alguns chegam a desistir da carreira. Os pós-graduados profissionais prestam concursos públicos para professor (que, graças, estão pipocando!) em áras que não os corresponde e... entram na bola de neve dos despreparados, desinteressados, nanossalários...

Mas quem realmente gosta sublima essas dificuldades e acredita que vai dar certo. Tem que dar certo! A coisa mais prazerosa é quando um aluno que se formou há anos volta a você e te pede auxílio. Seja para uma carta de recomendação, uma orientação, qualquer coisa! Prazer em ver a cara de dúvida daquele menino novo de segundo ano e, depois, a cara de resoluto quando chega no quinto. Orgulho inenarrável quando eles vêm, felizes, dizer que conseguiram o estágio que queriam, que escolheram uma área, que têm um emprego. E, sem dúvida, quando eles agradecem por um auxílio qualquer que ofercemos - nada mais que nossa 'obrigação' de docente. O bom de ser professor é professar - e também 'profeciar'. É deixar alguma coisa boa para essas pessoas que vêm e vão nas salas de aula e se tornam nossos colegas. E sentir que deu certo!

Na reflexão sobre "como ser professor" percebi como sou, o quanto ainda devo melhorar, o que tenho de cada professor que importou realmente em minha vida e, top of mind, o quanto sou apaixonada. Muito apaixonada! E que os professores sejam muito felizes com o que fazem e façam a diferença na vida dos alunos. Sem eles, não há nenhuma razão para ser professor.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Sobre os Professores...


Texto recebido da Profa. Marieta e Imagem da Prof. Luanna, ambas daqui da UFMT Sinop.
Boas Férias!!


O Professor Está Sempre Errado

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor ! (Jô Soares)

É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor está sempre errado, mas se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele.


(fonte - Revista do Professor de Matemática, no.36,1998.)