O EpiVet, Laboratório de Epidemiologia Veterinária da UFMS - oferece uma vaga de iniciação científica, modalidade voluntário, para o projeto de pesquisa "Epidemiologia molecular e espacial da raiva em Mato Grosso do Sul", para atuar no subprojeto "Análise epidemiológica do surto de raiva canina ocorrido em Corumbá-MS no ano de 2015". A vigência da IC é de um ano, de agosto de 2018 a julho de 2019. Os interessados devem ser acadêmicos de graduação regulares da UFMS.
O Objetivo Geral do subprojeto é realizar a análise descritiva e de fatores de risco
do surto de raiva canina ocorrido em Corumbá-MS no ano de 2015. Para as análises, será utilizado o software OpenOfficeCalc 4.1.1 (openoffice.org) para a construção da série histórica da raiva canina para o ano de 2015 e análise descritiva das variáveis município, espécie animal, idade, raça e sexo conforme os dados enviados pelos municípios de Corumbá e Ladário. Para análise univariada, cálculo de qui-quadrado e odds ratio, será utilizado o Open Epi, ferramenta Tabela 2x2 (openepi.com). As análises descritivas serão realizadas no EpiVet-UFMS. Não é necessário conhecimento prévio das ferramentas computacionais, porém é necessário que o candidato goste de epidemiologia!
Os interessados devem enviar para o e-mail juliana.galhardo@ufms.br - até dia 25 de julho - os seguintes documentos:
- Histórico escolar atualizado
- Currículo Lattes atualizado (ou link do currículo)
A entrevista será realizada no dia 01/08, quarta-feira, no EpiVet, a partir das 8h.
Boa sorte!
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quarta-feira, 18 de julho de 2018
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
Sobre o adolescente amazonense e a cura da raiva
Ano passado (2017) um sem-número de pessoas que vivem na Reserva Extrativista da Comunidade Tapira do Rio Unini em Barcelos-AM (mais de 400 Km de distância de Manaus) estavam sob risco de raiva transmitida por morcegos hematófagos. Na mesma família, TRÊS irmãos foram infectados. Dois morreram. Mateus Castro, de 14 anos, sobreviveu "graças ao Protocolo de Milwalkee". Este protocolo ainda é experimental, sendo utilizado em casos de raiva humana em que não houve o devido tratamento profilático pós-exposição (soro antirrábico e quatro doses de vacina antirrábica - nos dias 0, 3, 7 e 14 - no caso da mordedura por morcegos). Quando um caso de raiva humana chega à cura, significa que o paciente, além de sobreviver, também não possui mais o vírus em seu sistema nervoso central. Mas veja, o vírus da raiva já tinha chegado lá no cérebro. Já causou danos, muitas vezes irreversíveis. O que será deste menino no "pós-raiva"? Será mais um brasileiro curado, um sucesso para a medicina, porém mais um "Marciano"?
Marciano Menezes da Silva foi o primeiro brasileiro curado da raiva, em 2008. No ano de 2007 ele foi agredido por morcego, não recebeu a profilaxia antirrábica pós-exposição, porém recebeu o Protocolo de Milwalkee modificado ou Protocolo de Recife. UM PACIENTE BRASILEIRO SOBREVIVEU À RAIVA!!!! Mas como está sobrevivendo hoje, de volta ao sertão de Pernambuco? Como é a assistência "pós-raiva" em Floresta-PE? Me pergunto várias vezes "o que é sobreviver à raiva?". Conforme a reportagem de 2016, Marciano disse que seu "maior sonho é voltar a andar". O que é sobreviver?
Voltando a Barcelos-AM, não custa lembrar que foram necessárias DUAS MORTES de irmãos para que a população sob risco finalmente tivesse acesso à profilaxia. Os óbitos foram registrados em Manaus em 02 e 16 de novembro e só no dia 05 de dezembro as doses de vacina e soro chegaram a Barcelos! Pensando que o período de incubação médio da raiva em humanos é de aproximadamente 45 dias, é possível que esta família tenha sido agredida pelos morcegos e infectada com o vírus da raiva ainda em AGOSTO ou SETEMBRO. E a profilaxia para a comunidade chegou em DEZEMBRO. Foram necessárias duas mortes na mesma família para que os órgãos de saúde se mobilizassem de verdade, com praticamente quatro meses de atraso. É desanimador tamanho descaso!
A região amazônica é rica em biodiversidade porém também está sob a ameaça constante de desequilíbrios ambientais. Um estudo de 1980 já falava da importância epidemiológica de morcegos hematófagos na região, já alertando que "concernente à prevenção da raiva humana é a criação acidental de micro-habitats para morcegos hematófagos na forma de áreas preservadas com abrigos adequados na colonização de regiões florestais onde a raiva silvestre é prevalente", e enfatizando as características ecológicas que podem favorecer a permanência destes nas áreas habitadas por humanos. A Reserva Extrativista da Comunidade Tapira do Rio Unini em Barcelos-AM talvez nem seja tão preservada assim e, para que os hematófagos optem por atacar pessoas, é bem possível que haja falta de alimento melhor para os morcegos, ou seja, pela falta de outras espécies animais os morcegos passaram a espoliar pessoas. Imagine a falta de estrutura de um local desses? Onde nem a saúde chegou oportunamente?!
Também não custa lembrar que ainda em 2017 as cidades de Salvador-BA e Recife-PE foram focos de raiva em morcegos hematófagos (que nem deveriam habitar áreas urbanas!! Veja o desequilíbrio ambiental!) e em Recife ocorreu um óbito humano devido à variante do vírus da raiva que circula em morcegos hematófagos (variante 3), porém transmitida por um gato. O gato havia entrado em contato com o morcego, foi infectado com o vírus da raiva e acabou transmitindo a doença para a pessoa através de mordedura. A pessoa não buscou atendimento oportunamente... Óbito.
Mais lembranças de 2017, tivemos a modificação no protocolo da vacina antirrábica pós-exposição, que era de cinco doses e passou a ser de quatro. É óbvio que a justificativa são os "estudos recentes comprovando que quatro doses já são suficientemente protetoras", não precisa mais da quinta dose. Nada disso tem a ver com o desabastecimento de vacinas e a crise na produção de imunobiológicos, incluindo soro antiofídico, soro antirrábico, vacina de febre amarela, vacina antirrábica... Não, nada tem a ver com isso! Até mesmo o novo protocolo da vacina de febre amarela, que era uma dose a cada 10 anos se tornou esta mesma dose para a vida toda! E em 2018 podemos fazer apenas 1/4 da dose que protegerá por 8 anos! Fantástico! Mas são os estudos recentes que indicam isso. Estamos seguros e podemos ficar tranquilos com os novos protocolos de imunização! E pensar que o Brasil já foi referência em imunização! Que saudade do PNI!
Lembrando também que 2017 foi o ano da "revolta" da sífilis, não só pela falta de cuidados e uso de preservativos pelas pessoas mas também pela falta de penicilina para tratar os pacientes! E o brasileiro segue não se protegendo, não se prevenindo e NÃO SE TRATANDO. Ou porque não sabe, ou porque NÃO TEM!
E assim segue nosso sistema nada preventivo, totalmente assistencial, com o perfil de "apagar incêndios" da saúde. São tantos os exemplos, como a raiva canina em Corumbá-MS, a febre amarela no Sudeste, a entrada do Zika e a explosão do Chikungunya... e tantos outros. Infelizmente isso deixa claro que nossos gestores estão mais preocupados com a "política" do que com o cidadão ou a gestão da saúde.
Marciano Menezes da Silva foi o primeiro brasileiro curado da raiva, em 2008. No ano de 2007 ele foi agredido por morcego, não recebeu a profilaxia antirrábica pós-exposição, porém recebeu o Protocolo de Milwalkee modificado ou Protocolo de Recife. UM PACIENTE BRASILEIRO SOBREVIVEU À RAIVA!!!! Mas como está sobrevivendo hoje, de volta ao sertão de Pernambuco? Como é a assistência "pós-raiva" em Floresta-PE? Me pergunto várias vezes "o que é sobreviver à raiva?". Conforme a reportagem de 2016, Marciano disse que seu "maior sonho é voltar a andar". O que é sobreviver?
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Voltando a Barcelos-AM, não custa lembrar que foram necessárias DUAS MORTES de irmãos para que a população sob risco finalmente tivesse acesso à profilaxia. Os óbitos foram registrados em Manaus em 02 e 16 de novembro e só no dia 05 de dezembro as doses de vacina e soro chegaram a Barcelos! Pensando que o período de incubação médio da raiva em humanos é de aproximadamente 45 dias, é possível que esta família tenha sido agredida pelos morcegos e infectada com o vírus da raiva ainda em AGOSTO ou SETEMBRO. E a profilaxia para a comunidade chegou em DEZEMBRO. Foram necessárias duas mortes na mesma família para que os órgãos de saúde se mobilizassem de verdade, com praticamente quatro meses de atraso. É desanimador tamanho descaso!
A região amazônica é rica em biodiversidade porém também está sob a ameaça constante de desequilíbrios ambientais. Um estudo de 1980 já falava da importância epidemiológica de morcegos hematófagos na região, já alertando que "concernente à prevenção da raiva humana é a criação acidental de micro-habitats para morcegos hematófagos na forma de áreas preservadas com abrigos adequados na colonização de regiões florestais onde a raiva silvestre é prevalente", e enfatizando as características ecológicas que podem favorecer a permanência destes nas áreas habitadas por humanos. A Reserva Extrativista da Comunidade Tapira do Rio Unini em Barcelos-AM talvez nem seja tão preservada assim e, para que os hematófagos optem por atacar pessoas, é bem possível que haja falta de alimento melhor para os morcegos, ou seja, pela falta de outras espécies animais os morcegos passaram a espoliar pessoas. Imagine a falta de estrutura de um local desses? Onde nem a saúde chegou oportunamente?!
Também não custa lembrar que ainda em 2017 as cidades de Salvador-BA e Recife-PE foram focos de raiva em morcegos hematófagos (que nem deveriam habitar áreas urbanas!! Veja o desequilíbrio ambiental!) e em Recife ocorreu um óbito humano devido à variante do vírus da raiva que circula em morcegos hematófagos (variante 3), porém transmitida por um gato. O gato havia entrado em contato com o morcego, foi infectado com o vírus da raiva e acabou transmitindo a doença para a pessoa através de mordedura. A pessoa não buscou atendimento oportunamente... Óbito.
Mais lembranças de 2017, tivemos a modificação no protocolo da vacina antirrábica pós-exposição, que era de cinco doses e passou a ser de quatro. É óbvio que a justificativa são os "estudos recentes comprovando que quatro doses já são suficientemente protetoras", não precisa mais da quinta dose. Nada disso tem a ver com o desabastecimento de vacinas e a crise na produção de imunobiológicos, incluindo soro antiofídico, soro antirrábico, vacina de febre amarela, vacina antirrábica... Não, nada tem a ver com isso! Até mesmo o novo protocolo da vacina de febre amarela, que era uma dose a cada 10 anos se tornou esta mesma dose para a vida toda! E em 2018 podemos fazer apenas 1/4 da dose que protegerá por 8 anos! Fantástico! Mas são os estudos recentes que indicam isso. Estamos seguros e podemos ficar tranquilos com os novos protocolos de imunização! E pensar que o Brasil já foi referência em imunização! Que saudade do PNI!
Lembrando também que 2017 foi o ano da "revolta" da sífilis, não só pela falta de cuidados e uso de preservativos pelas pessoas mas também pela falta de penicilina para tratar os pacientes! E o brasileiro segue não se protegendo, não se prevenindo e NÃO SE TRATANDO. Ou porque não sabe, ou porque NÃO TEM!
E assim segue nosso sistema nada preventivo, totalmente assistencial, com o perfil de "apagar incêndios" da saúde. São tantos os exemplos, como a raiva canina em Corumbá-MS, a febre amarela no Sudeste, a entrada do Zika e a explosão do Chikungunya... e tantos outros. Infelizmente isso deixa claro que nossos gestores estão mais preocupados com a "política" do que com o cidadão ou a gestão da saúde.
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Sobre a especificidade dos vírus
Estes dias estava conversando com uma amiga veterinária e
surgiu a seguinte questão: os vírus da Dengue e Zika são capazes de infectar
cães e gatos e causar doença clínica? Bem, a resposta é “ainda não”. Por quê
“ainda não”? Em poucas palavras, porque estes vírus não têm receptores para as
células de cães e gatos e ainda não mutaram o suficiente para desenvolver a
capacidade de se ligarem a receptores celulares destas espécies. Isso também
não significa que mutarão. De qualquer maneira, a virologia molecular é uma
“caixinha de surpresas” e, até o momento, não existe cão e gato com Dengue,
Zika ou Chikungunya.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Epidemiologia no YouTube
Olá pessoal,
Passeando pelo YouTube encontrei o canal do Professor Ricardo Dias, que elaborou uma série de video-aulas sobre epidemiologia animal e postou no canal. Até o momento estão disponíveis dez videos, muito bacanas e que certamente os alunos da VET - UFMS verão em breve! Vale assistir, curtir, compartilhar e se inscrever no canal. Bons estudos e boa epidemiologia a todos!
quarta-feira, 17 de abril de 2013
EpiMol 2013: inscrições abertas
Olá pessoal,
Estão abertas as inscrições para o XIII
Curso
Internacional
de
Epidemiologia
Molecular
em
Doenças
Infecciosas
e
Parasitárias
Emergentes,
que
será
realizado
no
período
de
28 de julho
a
02
de
agosto
de
2013,
no
Centro
de
Pesquisa
Gonçalo
Moniz –
FIOCRUZ,
Salvador,
Bahia.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Video [BBC]: Por que os vírus matam?
Procurando por videos para ilustrar as aulas, encontrei no YouTube este maravilhoso material produzido pela BBC - Horizon (2010): Why do viruses kill? Excelente conteúdo, dividido em seis partes, falando sobre virologia básica - composição viral, virulência, patogenicidade, mutação e também
segunda-feira, 25 de março de 2013
Mapping Worlds: Uma Poderosa Fonte de Pesquisa
Mapping Worlds: Uma Poderosa Fonte de Pesquisa
Do blog Anderson Medeiros divulgado no Portal ClickGeo
Você conhece o Mapping Worlds? É um mapa-múndi interativo onde você poderá encontrar informações de muitas coisas que estão acontecendo ao redor do planeta.
Na aplicação são apresentadas desde questões demográficas como número
de crianças em cada país, até a quantidade de imigrantes nos locais.
sábado, 16 de março de 2013
Eventos na área de Saúde Pública - 2013
Olá pessoal!
Em 2013 teremos vários eventos no Brasil (e fora do Brasil) para prestigiar na área de Veterinária Preventiva e Saúde Pública, espero que todos tenhamos tempo ($) para dedicar a estes importantes encontros!
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Pesquisa: mordeduras caninas em médicos veterinários
Olá pessoal!
Gostaria de divulgar, a pedido do Prof. iucif Abrão Nascif Júnior, a pesquisa "Aspectos
ocupacionais das mordeduras caninas entre médicos veterinários".
Esta pesquisa foi divulgada no informativo do CFMV (maio/2012) e Médicos Veterinários de qualquer
especialidade podem participar renspondendo online via https://www.surveymonkey.com/s/MordedurasCaninas
Participe!!!!
Abaixo, a mensagem do Professor Iucif:
Gostaria de solicitar sua ajuda na divulgação da pesquisa “Aspectos
ocupacionais das mordeduras caninas entre médicos veterinários” junto aos
veterinários de sua lista de contato. A pesquisa foi divulgada no
Informativo do CFMV de 05 de maio de 2012 e alguns colegas já
responderam. Porém, precisamos de mais participantes de todas as
especialidades e de todo o Brasil. Médicos Veterinários de qualquer
especialidade podem participar. Ficarei imensamente agradecido se puder
contar com vossa colaboração. Coloco-me a disposição para responder a
qualquer dúvida.
O link para acessar o questionário é: https://www.surveymonkey.com/s/MordedurasCaninas
Atenciosamente,
Prof. Dr. Iucif Abrão Nascif Júnior
CRMV-SP 09393
Universidade de Franca - UNIFRAN
iucifjr@yahoo.com.br
O link para acessar o questionário é: https://www.surveymonkey.com/s/MordedurasCaninas
Atenciosamente,
Prof. Dr. Iucif Abrão Nascif Júnior
CRMV-SP 09393
Universidade de Franca - UNIFRAN
iucifjr@yahoo.com.br
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Vírus "Schmallenberg" na Europa - investigação epidemiológica
| Schmallenberg, Alemanha Disponível em: http://www.plz-postleitzahl.de/land.nordrhein-westfalen/schmallenberg/index.html |
Com a quebra da moeda européia, a população sofre com desemprego, fome... e embargo econômico frente a exportações de carne também. O vírus Schmallenberg (SBV), descoberto em novembro de 2011 na cidade de Schmallenberg - Alemanha, pertence à família Bunyaviridae, gênero Orthobunyavirus, e é um arbovírus "primo" do Oropouche. Este vírus foi associado ao grupo dos "reprodutivos", levando a malformações fetais e natimortos. Acomete bovinos, ovinos e caprinos e já foi detectado, além da Alemanha, na Bélgica, Holanda, França, Luxemburgo, Itália, Espanha e Reino Unido.
A figura abaixo foi publicada em 25/03/12 no blog Fire Earth, que faz o countdown para a "vingança da mãe natureza" - sensacionalismo puro - mas vale para ilustrar como está a situação epidemiológica, investigação e casos notificados (dados obtidos de fontes confiáveis).
![]() |
| Disponível em: http://feww.wordpress.com/2012/03/25/schmallenberg-virus-outbreak-update-march-25/ |
Em notícia veiculada pelo ProMED ontem (05/04/12 - íntegra abaixo), a boa notícia é que métodos de diagnóstico sorológico estão sendo desenvolvidos e um ELISA indireto acaba de "sair do forno" da agência francesa ANSES (Maisons-Alfort, France). Este ELISA utiliza como antígeno uma nucleoproteína viral recombinante do SBV, desenvolvida e produzida pela IDvet. O kit ainda está em fase de avaliação pelos laboratórios de referência europeus, mas pelos testes na França pareceu ser uma excelente alternativa para os inquéritos soroepidemiológicos, até o momento realizados através de virusneutralização e imunofluorescência indireta - técnicas que realmente tomam tempo para serem executadas. De acordo com a agência francesa, o ELISA apresentou especificidade de 99,75% e alta correlação com virusneutralização (98,9%). Outros kits estão em desenvolvimento, já que a urgência quanto à detecção dos portadores é grande - e há muito o que ser desvendado sobre a epidemiologia desta doença. E lá vamos nós, ao bom e velho "cross-sectional study"!!
Aguardemos outras novidades...
Outra coisa: NÃO FOI CONFIRMADO COMO ZOONOSE!!!! No panic, people (yet)!
Outra coisa: NÃO FOI CONFIRMADO COMO ZOONOSE!!!! No panic, people (yet)!
Outras informações: Comissão Europeia - Animal Health and Welfare
| Disponível em: http://www.toonpool.com/cartoons/Schmallenberg%20Virus_154575 |
Published Date: 2012-04-05 21:57:09
Subject: PRO/AH> Schmallenberg virus - Europe (33): serology
Archive Number: 20120405.1091807
Subject: PRO/AH> Schmallenberg virus - Europe (33): serology
Archive Number: 20120405.1091807
SCHMALLENBERG VIRUS - EUROPE (33): SEROLOGY
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A ProMED-mail post
http://www.promedmail.org
ProMED-mail is a program of the
International Society for Infectious Diseases
http://www.isid.org
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A ProMED-mail post
http://www.promedmail.org
ProMED-mail is a program of the
International Society for Infectious Diseases
http://www.isid.org
Date: Thu 5 Apr 2012
From: Emmanuel Breard [edited]
Schmallenberg virus (SBV) is a vector-transmitted orthobunyavirus related to the Shamonda and Akabane viruses. Initially reported in November 2011, it has since been detected in Germany, the Netherlands, Belgium, France, Luxembourg, Italy, the United Kingdom and Spain, where it has been associated with foetal congenital malformations and stillbirths in cattle, sheep, and goats.
Serological testing is essential for disease surveillance and epidemiological studies. While antibodies can be detected by virus neutralization and immunofluorescence, these techniques are time-consuming, difficult to implement for large numbers of samples, and do not offer standardized result interpretation.
This week, the animal health laboratory of the French agency ANSES (Maisons-Alfort, France), after a collaborative study, has approved an indirect ELISA, based on a recombinant SBV nucleoprotein antigen developed and produced by IDvet.
This kit is currently being evaluated by other European national reference laboratories.
External validation studies indicate excellent test specificity (99.75 percent, n=1179), and high correlation with other serological techniques (98.9 percent with respect to VNT), making this ELISA an efficient tool for epidemiological studies.
Stephan Zientara, Emmanuel Breard, Corinne Sailleau
Virology unit ANSES-INRA-ENVA,
Animal Health Laboratory,
94703 Maisons-Alfort, France. --
Communicated by:
Emmanuel Breard
ANSES
LNR FCO/EHD
94703 Maisons-Alfort
[The above message, received from ANSES (the French Agency for Food, Environmental and Occupational Health & Safety, a public authority reporting to the Ministries of Health, Agriculture,
the Environment, Labour and Consumer Affairs, founded in 2010), may become good news. ProMED-mail's normal policy is not to be engaged in reports dealing with commercial products;
the current deviation from the policy is based upon the urgent need for such a test (as expressed by the OIE on 16 Feb 2012), and the kit is not endorsed by us. If/when certified for field use, such kits may facilitate the performance of animal mass-testing in the 8 infected countries and elsewhere to study the epidemiology of SBV as well as to support safe international trade. A validated serological test may allow an update of the recommendations endorsed by the OIE Scientific Commission for Animal Diseases on 16 Feb 2012 (see 20120217.1045067).
Development of sero-tests for SBV has been undertaken by other laboratories as well.
In this context, we would wish to convey to our subscribers the response of the Robert Koch Institute in Germany to our commentary in posting 20120402.1088492 concerning cross-sectional seroprevalence study in shepherds living in the epidemic area in Germany (North-Rhine Westphalia). Reportedly, the RKI developed an immunofluroscence test (IFAT) and a neutralisation test (NT) for SBV tests in humans. IFAT was performed initially and NT in case of borderline results. All blood samples tested negative for specific antibodies against SBV. In view of this clarification, our suggestion that human sera from SBV-contact persons "will also undergo serological tests when the test becomes available," was, in fact, redundant. - Mod.AS]
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Comissão Estadual de Saúde Pública Veterinária - CRMV-MS
Um "viva" à Medicina Veterinária Preventiva - Saúde Pública Veterinária!!!
Fiquei muitíssimo feliz em participar da Oficina e, principalmente, em
saber que há pessoas interessadas nesta premissa, até então negligenciada e atuamente reemergente
dentro da nossa Profissão. Quem trabalha com saúde pública o faz por vocação, amor e respeito ao ser humano e, como diria o Dr. Jair Vicente, "exerce o sacerdócio". Suma do evento: compromisso das Instituições de Ensino em ensinar o tema; promoção da ára de atuação junto à comunidade civil e veterinária; motivação na inserção do Veterinário na saúde pública. Tríade indissociável para qualquer área profissional ser respeitada e estabelecida - e espero colaborar ativamente com isso!
No último dia 30 (março/2012) foi realizada a I Oficina da Comissão Estadual de Saúde Pública Veterinária do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul (CESPV / CRMV-MS) com vistas a discutir, debater e delinear algumas propostas para melhor estruturar essa área de atuação profissional ainda incipiente para a categoria - com foco na nova Portaria (MS) 2488 de 21 de outubro de 2011 que inclui o Médico Veterinário no PNAB / NASF.
O evento foi presidido pela CESPV / Dr. Eduardo Arteiro Marcondes (Vice-Presidente do CRMV-MS) com a participação de representantes docentes e discentes das instituições de ensino superior de Mato Grosso do Sul (UFMS, UCDB,UNIGRAN, Anhanguera-Dourados).
Na Oficina foram propostos três eixos de discussão: O papel do médico veterinário na saúde pública frente a nova Portaria (MS) 2488; A importância da qualidade de atuação profissional frente a novos desafios; O perfil da formação de medicina veterinária para a saúde pública.
Este evento foi muito importante, não só por envolver a Academia às ações do CRMV, mas também por propiciar o importante encontro entre representantes das instituições de ensino do Estado e motivar a todos para um mesmo objetivo: ensinar, promover e atuar em saúde pública veterinária.
As discussões geraram uma Carta de Pactuações e já foi divulgado que o CRMV-MS está preparando o I Seminário Estadual de Saúde Pública Veterinária. Vem muita coisa por aí!
Segue abaixo a Carta de Pactuações da I Oficina, para ampla divulgação, discussão e conhecimento.
Além da Carta, outras publicações relacionadas também podem ser acessadas neste link:
http://www.4shared.com/folder/30zRPxv3/CESPV_CRMVMS.html
Notícia veiculada no site do CRMV-MS:
http://www.crmvms.org.br/?pag=noticias_conteudo&chv_noticia=473
Notícia veiculada no site do CRMV-MS:
http://www.crmvms.org.br/?pag=noticias_conteudo&chv_noticia=473
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Curso de Geoprocessamento em Saúde - UFG
Estão abertas as inscrições (prorrogadas até 31 de janeiro) para o Curso de Geoprocessamento em Saúde da Universidade Federal de Goiás.
O curso é voltado a profissionais de nível superior que atuem em Vigilância em Saúde. A maior parte do curso será realizada online (EAD), com um encontro presencial em uma das cidades-pólo à escolha do inscrito.
Duração: 120 horas (14 semanas)
Custo: grátis, desde que preenchidos os pré-requisitos
Período: primeiro e segundo semestre de 2012, dependendo da cidade-pólo escolhida pelo inscrito.
Para Edital, página de Inscrições e obter maiores informações, acesse http://www.iptsp.ufg.br/geoprocessamento/
sábado, 31 de dezembro de 2011
I Encontro Nacional de Epidemiologia Veterinária
Olá pessoal!
Interrompemos o recesso para dar uma boa notícia: em 2012 acontecerá o primeiro Encontro Nacional de Epidemiologia Veterinária, de 10 a 13 de julho, na FMVZ - USP (SP). O evento, organizado pelos professores Luis Gustavo Corbellini (UFRGS), José Soares Ferreira Neto (USP) e Vítor Salvador Picão Gonçalves (UnB), pretende reunir formuladores de políticas sanitárias, pesquisadores, estudantes, técnicos dos serviços veterinários oficiais, integrantes das cadeias produtivas de animais e interessados em aspectos populacionais dos animais silvestres e de companhia. Fiquei relamente muito feliz com a notícia! Já era tempo de reunir os vet-epidemiologistas desse Brasil!!!
Participem!!!!
Maiores informações: http://www.vps.fmvz.usp.br/eventos/index.php/enepi/2012
Para submissão de trabalhos: http://www.vps.fmvz.usp.br/eventos/index.php/enepi/2012/index
de 16 de janeiro a 16 de março de 2012
Tópicos para submissão de trabalhos:
1. Estudos epidemiológicos descritivos ou analíticos;
2. Sistemas de vigilância em saúde animal e programas sanitários;
3. Economia em saúde animal;
4. Validação de testes de diagnóstico;
5. Ferramentas e métodos em epidemiologia e modelagem de doenças;
6. Aspectos populacionais de animais silvestres e de companhia;
7. Análise de risco em saúde animal e segurança de alimentos;
8. Doenças emergentes e zoonoses.
Depois dessa, só nos resta concretizar o Feliz 2012!!!!!
1. Estudos epidemiológicos descritivos ou analíticos;
2. Sistemas de vigilância em saúde animal e programas sanitários;
3. Economia em saúde animal;
4. Validação de testes de diagnóstico;
5. Ferramentas e métodos em epidemiologia e modelagem de doenças;
6. Aspectos populacionais de animais silvestres e de companhia;
7. Análise de risco em saúde animal e segurança de alimentos;
8. Doenças emergentes e zoonoses.
Depois dessa, só nos resta concretizar o Feliz 2012!!!!!
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Interior de São Paulo em alerta: febre amarela
Notícia Via: Promed-Port <Promed-Port@promedmail.org>
Data: Terça-feira / Martes, 20 de dezembro / diciembre de 2011
Fonte: EPTV [19.12.2011]
<http://eptv.globo.com/ araraquara/saude/NOT,3,7, 384767,Estado+alerta+para+ risco+de+febre+amarela+em+ cidades+do+interior+ Araraquara.aspx>
Fonte: EPTV [19.12.2011]
<http://eptv.globo.com/
Estado alerta para risco de febre amarela em cidades do interior
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Araraquara, Franca e Ribeirão Preto estão entre as áreas prioritárias para a vacinação
A Secretaria de Estado da Saúde divulgou um alerta sobre a necessidade da vacina contra a febre amarela em algumas regiões do interior de São Paulo. Araraquara está entre as áreas de risco. O aviso do governo estadual tem como foco as pessoas que viajarão de férias às localidades onde há possibilidade de infecção. Porém, quem vive nessas regiões deve ficar atento às orientações dos órgãos de saúde municipais.
Araraquara
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Apesar do alerta, não há motivo para pânico. Segundo Márcia Tereza Barbieri, responsável pelo grupo de Vigilância Epidemiológica de Araraquara, pois não há casos da doença registrados na região recentemente e, desde 2008, a vacinação é realizada regularmente em crianças a partir dos 9 meses de idade. Em Araraquara, a dose está disponível em todas as unidades de saúde, mas, devido ao curto prazo de validade, é aplicada uma ou duas vezes por semana. "O interessado deve ligar ou ir até o posto de saúde mais próximo de casa e verificar em quais dias da semana é aplicada a vacina", avisou Márcia. Quem se vacinou há menos de dez anos não precisa repetir a dose. No ano passado, foram aplicadas 775 vacinas por mês na cidade. Em 2009, a média mensal chegou a 818.
Outras cidades
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A vacina também é indicada para áreas ribeirinhas e de mata da região de Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Araçatuba, Jales, São José do Rio Preto, Barretos, Franca, Ribeirão Preto, Bauru, Marília, Assis, Botucatu, Itapeva e parte da região de Sorocaba.
Também são áreas de risco Estados do Centro-Oeste e Norte, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais e parte de Bahia, Paraná, Piauí, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Doença
------
A febre amarela é uma doença infecciosa viral aguda, transmitida por mosquitos e que pode levar à morte. Os sintomas são febre alta, calafrios, vômitos, dores no corpo, pele e olhos amarelados, sangramentos, fezes com cor de borra de café e diminuição da urina.
--
Comunicado por Promed-Port
promed-port@promedmail.org
[Diversas (e não tão recentes) são as discussões vigentes sobre tornar a vacinação contra febre amarela universal no estado de São Paulo. A favor, estão os casos (incluindo surtos) de febre amarela silvestre ocorridos nos últimos anos no estado, o risco (sempre iminente) de introdução através de casos importados, as elevadas taxas de infestação pelo Aedes..., ou seja, a reurbanização da doença. Contra, sobretudo, o risco da ocorrência de casos de eventos adversos graves (doença viscerotrópica e neurotrópica) e, menos provável (?), a falta de um quantitativo suficiente a ser utilizado de imediato para a vacinação de toda a população.
Enquanto isso, deve-se manter (e incrementar) a vigilância epidemiológica na busca de casos suspeitos (incluindo-se através da vigilância em síndromes febris hemorrágicas), vigilância de epizootias em primatas não-humanos, enfatizar a necessidade de vacinação a viajantes que se deslocam para áreas endêmicas ... e reduzir a infestação pelo vetor.
Segundo a série histórica (1990 a 2010) de casos de febre amarela no Brasil, no período analisado foram notificados 687 casos confirmados em todo país; no ano de 2010, foram apenas 2 casos no Brasil. No estado de São Paulo, houve 32 casos entre 1990 e 2010, sendo 28 apenas em 2009; em 2010 não houve casos confirmados.
Para ter acesso completo aos dados, acesse:
Série histórica, Brasil, 1990-2010:
<http://portal.saude.gov.br/ portal/arquivos/pdf/tabela_1_ fa_2010.pdf>
A Secretaria de Estado da Saúde divulgou um alerta sobre a necessidade da vacina contra a febre amarela em algumas regiões do interior de São Paulo. Araraquara está entre as áreas de risco. O aviso do governo estadual tem como foco as pessoas que viajarão de férias às localidades onde há possibilidade de infecção. Porém, quem vive nessas regiões deve ficar atento às orientações dos órgãos de saúde municipais.
Araraquara
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Apesar do alerta, não há motivo para pânico. Segundo Márcia Tereza Barbieri, responsável pelo grupo de Vigilância Epidemiológica de Araraquara, pois não há casos da doença registrados na região recentemente e, desde 2008, a vacinação é realizada regularmente em crianças a partir dos 9 meses de idade. Em Araraquara, a dose está disponível em todas as unidades de saúde, mas, devido ao curto prazo de validade, é aplicada uma ou duas vezes por semana. "O interessado deve ligar ou ir até o posto de saúde mais próximo de casa e verificar em quais dias da semana é aplicada a vacina", avisou Márcia. Quem se vacinou há menos de dez anos não precisa repetir a dose. No ano passado, foram aplicadas 775 vacinas por mês na cidade. Em 2009, a média mensal chegou a 818.
Outras cidades
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A vacina também é indicada para áreas ribeirinhas e de mata da região de Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Araçatuba, Jales, São José do Rio Preto, Barretos, Franca, Ribeirão Preto, Bauru, Marília, Assis, Botucatu, Itapeva e parte da região de Sorocaba.
Também são áreas de risco Estados do Centro-Oeste e Norte, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais e parte de Bahia, Paraná, Piauí, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Doença
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A febre amarela é uma doença infecciosa viral aguda, transmitida por mosquitos e que pode levar à morte. Os sintomas são febre alta, calafrios, vômitos, dores no corpo, pele e olhos amarelados, sangramentos, fezes com cor de borra de café e diminuição da urina.
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Comunicado por Promed-Port
promed-port@promedmail.org
[Diversas (e não tão recentes) são as discussões vigentes sobre tornar a vacinação contra febre amarela universal no estado de São Paulo. A favor, estão os casos (incluindo surtos) de febre amarela silvestre ocorridos nos últimos anos no estado, o risco (sempre iminente) de introdução através de casos importados, as elevadas taxas de infestação pelo Aedes..., ou seja, a reurbanização da doença. Contra, sobretudo, o risco da ocorrência de casos de eventos adversos graves (doença viscerotrópica e neurotrópica) e, menos provável (?), a falta de um quantitativo suficiente a ser utilizado de imediato para a vacinação de toda a população.
Enquanto isso, deve-se manter (e incrementar) a vigilância epidemiológica na busca de casos suspeitos (incluindo-se através da vigilância em síndromes febris hemorrágicas), vigilância de epizootias em primatas não-humanos, enfatizar a necessidade de vacinação a viajantes que se deslocam para áreas endêmicas ... e reduzir a infestação pelo vetor.
Segundo a série histórica (1990 a 2010) de casos de febre amarela no Brasil, no período analisado foram notificados 687 casos confirmados em todo país; no ano de 2010, foram apenas 2 casos no Brasil. No estado de São Paulo, houve 32 casos entre 1990 e 2010, sendo 28 apenas em 2009; em 2010 não houve casos confirmados.
Para ter acesso completo aos dados, acesse:
Série histórica, Brasil, 1990-2010:
<http://portal.saude.gov.br/
Surto de febre amarela, estado de São Paulo:
<ftp://ftp.cve.saude.sp.gov. br/doc_tec/ZOO/Boletim_ FASP171209.pdf>.
Para ter acesso último informe técnico sobre as recomendações de vacinação contra febre amarela elaborado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, acesse:
<ftp://ftp.cve.saude.sp.gov. br/doc_tec/ZOO/fa250210_ recomendacao.pdf>
Para ter acesso ao mapa que aponta as áreas para as quais há a recomendação de vacinação, acesse:
<http://portal.saude.gov.br/ portal/arquivos/pdf/mapa_acrv_ asrv_2010_2011_final.pdf>.
- Mod.rna]
<ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.
Para ter acesso último informe técnico sobre as recomendações de vacinação contra febre amarela elaborado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, acesse:
<ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.
Para ter acesso ao mapa que aponta as áreas para as quais há a recomendação de vacinação, acesse:
<http://portal.saude.gov.br/
- Mod.rna]
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Leishmaniose - vacina, tramitação do PL 1738/11 e Simpósio em CG
Acabei de postar sobre o PL. Acabei de ver, via @ClinicaVet (Revista Clínica Veterinária) o link para informações sobre a audiência pública realizada na última terça-feira sobre o Projeto.
Na página do deputado Geraldo Resente (acesse "Audiência mostra falta de consenso sobre vacina contra leishmaniose") aparece um pouco do que acabei de falar: onde está a integração MS-MAPA??? E olha os especialistas acendendo a fogueira de eutanásia e tratamento! E olha a guerra de egos dos Ministérios! E olha a política de saúde para onde vai...
Senhores... por favor. Tratem a doença como DOENÇA - ZOONOSE. A urbanização da leishmaniose visceral está aí, aqui, e cada dia mais acolá! O cachorro, considerado o principal reservatório da doença em área urbana, é o "bode expiatório" de uma briga entre trata-não trata, mata-não mata enquanto a população humana continua suscetível e ignorante frete à doença.
Falta bom senso e conhecimento na questão da leishmaniose. A população em geral entende vacina como "solução cabal". E quando o cão vacinado adquire a doença? Tem que haver muito esclarecimento!!! Vacina nunca é 100%, coleira nunca é 100%, eutanásia e tratamento também nunca são 100%. A taxa de sucesso de tratamento em humanos só é "boa" porque tem acompanhamento. E quando não há acompanhamento, acontece como em tuberculose e outras doenças de tratamento a longo prazo - DESISTÊNCIA e RESISTÊNCIA. Se para pessoas ocorre isso, imagine para animais - que até hoje são depositados na porta de clínicas veterinárias, HVs, CCZs e ONGs? Manter campanha antirrábica já está complicado; manter campanha de castração também já está complicado; que tal começar a campanha em prol da campanha de esclarecimento? População que não conhece, não faz! Tem que ter educação e ações integradas.
Só o MS não resolve. Só o MAPA não resolve. Têm que trabalhar juntos! A "Política de Vacinação" tem que se transformar na "Política de Controle e Prevenção" - para humanos e animais. A centralização da saúde em questões específicas só gera custos e debates infinitos - e definitvamente não resolve.
Hoje temos um excelente patamar em relação ao HIV/Aids graças a muita in$i$tência. Ensino na escola, propaganda na mídia, campanhas e programas de controle e prevenção... gastou-se muito para chegarmos nas boas novas atuais e no nível de conhecimento da população frente aos riscos. Que tal trabalhar assim frente à LV? Para nossa "tristeza", o exemplo urbano mais comum de doença veiculada por vetor é dengue. Que também tem um loooongo caminho de combate pela frente...
São muitas frentes a investir. Educação, vigilância ambiental e epidemiológica, pesquisa e divulgação de conhecimento sobre a doença, ações a campo, registro de produtos / medicamentos, controle de trânsito de animais, treinamento em saúde humana e animal, fatores culturais e socioeconômicos locais etc etc etc. Não dá tempo para guerra de egos.
Se até o "mito" da toxoplasmose está, aos poucos, sendo esclarecido. Acredito profundamente que o da leishmaniose também será. E não se esqueçam: leishmaniose É doença mundialmente negligenciada!!!!
Em Campo Grande, em 26 e 27 de novembro, ocorrerá o II Simpósio Sul-Mato-Grossense de Leishmanioses. Vários desses temas sobre leishmaniose serão discutidos e - espero - que o bom senso impere. Ninguém tem que ser "Greenpeace" ou ser "Ateu" em Saúde Pública. Tem que ter bom senso.
Sobre o Simpósio: inscrições gratuitas: (67) 3331-1655; asspresidencia@crmvms.org.br
OUÇA!!!! Entrevista com Sibele Cação, Presidente do CRMV-MS, na rádio Transamérica Hits (via A Crítica de Campo Grande)
OUÇA!!!! Entrevista com Sibele Cação, Presidente do CRMV-MS, na rádio Transamérica Hits (via A Crítica de Campo Grande)
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Leishmaniose visceral e PL 1738/2011 - vacinação canina compulsória
Prezados!
Convido a todos à "saborosa" leitura do Projeto de Lei n.1738/2011 que tramita na Câmara dos Deputados sobre a vacinação compulsória de cães contra a leishmaniose, proposto pelo deputado e médico Geraldo Resende (PMDB / MS).
O texto pode ser acessado na íntegra (versão .pdf aqui) e o trâmite pode ser acompanhado diretamente na página do Projeto de Lei (aqui).
Recomendo que leia o Projeto e depois prossiga a leitura do post...
Estamos falando de uma zoonose ultra polêmica cujas ações de controle
não têm servido de muita coisa. Tenho muitas perguntas quanto ao PL e seus efeitos. Eu, particularmente, tenho muita "revolta" quanto à
leishmaniose visceral, justamente pela falta de respostas e excesso de
perguntas. É necessário pensar muito! É uma doença
em que muitos agem mas poucos pensam. Ninguém divulga efeitos reais das
ações de controle, isso me preocupa muito. Não será hora de trabalhar no
bom e velho controle integrado? Cadê a tríade / cadeia epidemiológica,
gente?! PENSEM! Chega de só "apagar fogo" nesse país. Na saúde - pública
ou não - só se faz apagar incêndios. Precisamos de ações com início, meio e
fim, totalmente planejadas, auditadas e avaliadas! Para montar um
projeto de pesquisa a pessoa tem que pensar muito, delinear tudo e
prever tudo - para que não haja furos. Por quê não usar esse bom modelo
para "desenhar" a saúde pública no Brasil? Não me venham com as
conversas de "academia é uma coisa, mundo real é outra". PENSAR é
imprescindível! E colocar especialistas para brigar sobre tratamento de
leishmaniose em cães definitivamente NÃO é a questão. Especialistas
devem deliberar e propor planos inteiros e não apagar fogo ou defender
pontos específicos. PENSEM! Não dói nada!
As dúvidas - totalmente pessoais:
- Em que pé estão os testes de vacina anti-Leish - já fizeram todas as etapas? Temos os dados completos da eficácia vacinal, efeitos colaterais, validação...???
- QUAL das vacinas será utilizada - melhor, que laboratório ganhará com essa?
- Em que pé estão os testes de vacina anti-Leish - já fizeram todas as etapas? Temos os dados completos da eficácia vacinal, efeitos colaterais, validação...???
- QUAL das vacinas será utilizada - melhor, que laboratório ganhará com essa?
- De onde vem a verba para a campanha?
- Será utilizado o protocolo de teste - sorologia - dos animais (claro, dependendo da vacina utilizada)?
- Será utilizado o protocolo de teste - sorologia - dos animais (claro, dependendo da vacina utilizada)?
- Em que testes podemos mesmo confiar?
- Quanto às reações cruzadas, o que me falam a respeito dos Trypanosoma da vida, tão comuns em várias regiões do Brasil?
- Como será avaliado, a curto, médio e longo prazo, o efeito da vacinação na redução de casos humanos?
- Em cidades sem CCZ, quem / que órgãos serão os responsáveis pela vacinação?
- Em cidades / regiões ainda livres de LV... a vacinação também será compulsória?
- Como garantirão a adesão da população à campanha - considerando que as campanhas contra raiva têm cada vez menor adesão e também, falando em saúde pública em CG, as consequências nefastas do caso de raiva urbana no último mês de agosto?
- Serão integradas outras ações de controle?
- Em cidades sem CCZ, quem / que órgãos serão os responsáveis pela vacinação?
- Em cidades / regiões ainda livres de LV... a vacinação também será compulsória?
- Como garantirão a adesão da população à campanha - considerando que as campanhas contra raiva têm cada vez menor adesão e também, falando em saúde pública em CG, as consequências nefastas do caso de raiva urbana no último mês de agosto?
- Serão integradas outras ações de controle?
O texto trata da "Política Nacional de Vacinação contra a Leishmaniose
animal". Senhores!!!!! SENHORES! Por que não a "POLÍTICA NACIONAL DE
CONTROLE DA LEISHMANIOSE HUMANA E ANIMAL"????? CONTROLE! Humanos E animais! Ações
conjuntas, simples e complexas, para diminuir incidência E prevalência!
SÓ VACINAR CACHORRO ainda é apagar fogo. Concordo e entendo que, no controle de leishmaniose, diversas esferas devem trabalhar juntas. Qual é o grande desafio em colocar a Vigilância Ambiental, Vigilância Epidemiológica, Secretaria de Agricultura e (quando houver) CCZs trabalhando juntos por uma saúde pública? Sabe qual o grande desafio?
P O L Í T I C A.
Ah sim, mais uma dúvida. Como se trata de vacina de uso animal, a "brincadeira" é do MAPA (Min. Agricultura, Pecuária e Abastecimento). E há integração com o MS (Min. da Saúde) onde, mesmo??
Sabe o Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral (MS, 2006)? Leia e me fale a respeito de determinação de áreas vulneráveis. E me fale também a respeito se, hipoteticamente, você resolvesse pesquisar LV canina em uma cidade, a priori de ocorrência silenciosa e, ainda hipoteticamente, você envia para diagnóstico sorológico ao principal laboratório de saúde pública daquele estado, voltam resultados de 20 animais positivos e, na recoleta, não sobra sequer UM animal positivo? 1- o que significa casos positivos autóctones em uma área silenciosa?; 2- o que acontece com o município (quanto a VERBA repassada para saúde pública), que sai do status silencioso e passa a ter casos autóctones?; 3- serão todos falso-positivos porque, em área de baixíssima prevalência o valor preditivo do teste é comprometido?; 4- serão todos casos de reação cruzada com qualquer outra doença? 5- eram positivos para LV ou leishmaniose tegumentar?? Por isso reflito no quanto a política interfere nos "resultados" de uma pesquisa e no quanto ainda não temos ferramentas diagnósticas ótimas frente às leishmanioses e diferenciação destas.
Quando se trata de protozoários, o mistério é infinito. Eu ainda DUVIDO de uma vacina eficaz contra protozoários. Espero que eu "morda minha língua" o quanto antes, mas ainda não chegamos nem próximo de vacina realmente protetora contra protozoários. E se a vacina fosse tão über, por quê não desenvolver e disponibilizar para humanos - o foco da saúde pública? Ok, está em desenvolvimento... Mas e do vetor? Ninguém fala / faz nada? Até Aedes aegypti já tem versão transgênica mutante...
Deixemos esclarecido: sou a favor de vacina, não sou xiita frente a eutanásia e tratamento de cães. Mas somente UMA medida NÃO resolve e NÃO controla a doença! Pensem! Integrem! Afinal, pra que serve a EPIDEMIOLOGIA???
Ah sim, mais uma dúvida. Como se trata de vacina de uso animal, a "brincadeira" é do MAPA (Min. Agricultura, Pecuária e Abastecimento). E há integração com o MS (Min. da Saúde) onde, mesmo??
Sabe o Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral (MS, 2006)? Leia e me fale a respeito de determinação de áreas vulneráveis. E me fale também a respeito se, hipoteticamente, você resolvesse pesquisar LV canina em uma cidade, a priori de ocorrência silenciosa e, ainda hipoteticamente, você envia para diagnóstico sorológico ao principal laboratório de saúde pública daquele estado, voltam resultados de 20 animais positivos e, na recoleta, não sobra sequer UM animal positivo? 1- o que significa casos positivos autóctones em uma área silenciosa?; 2- o que acontece com o município (quanto a VERBA repassada para saúde pública), que sai do status silencioso e passa a ter casos autóctones?; 3- serão todos falso-positivos porque, em área de baixíssima prevalência o valor preditivo do teste é comprometido?; 4- serão todos casos de reação cruzada com qualquer outra doença? 5- eram positivos para LV ou leishmaniose tegumentar?? Por isso reflito no quanto a política interfere nos "resultados" de uma pesquisa e no quanto ainda não temos ferramentas diagnósticas ótimas frente às leishmanioses e diferenciação destas.
Quando se trata de protozoários, o mistério é infinito. Eu ainda DUVIDO de uma vacina eficaz contra protozoários. Espero que eu "morda minha língua" o quanto antes, mas ainda não chegamos nem próximo de vacina realmente protetora contra protozoários. E se a vacina fosse tão über, por quê não desenvolver e disponibilizar para humanos - o foco da saúde pública? Ok, está em desenvolvimento... Mas e do vetor? Ninguém fala / faz nada? Até Aedes aegypti já tem versão transgênica mutante...
Deixemos esclarecido: sou a favor de vacina, não sou xiita frente a eutanásia e tratamento de cães. Mas somente UMA medida NÃO resolve e NÃO controla a doença! Pensem! Integrem! Afinal, pra que serve a EPIDEMIOLOGIA???
Somebody save me!
Sobre outras publicações do Ministério da Saúde, acesse o site da Editora do MS aqui.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
História revelada: após 660 anos, a Peste Negra foi sequenciada
| Image of East Smithfield excavation copyright: Museum of London Archaeology; from http://blogs.nature.com/news/2011/10/black_death.html |
Peste negra, "black death", peste bubônica... sinonímias para a doença causada pela boa (e velha) Yersinia pestis.
Utilizando a arcada dentária de quatro vítimas inglesas da peste negra, que assolou a Europa no século XIV (exterminou praticamente metade da população do oeste europeu em menos de 5 anos), cientistas conseguiram - pela primeira vez no mundo! - sequenciar 100% do genoma de uma bactéria tão "antiga" e degradada.
E parece que, de quase 700 anos pra cá, relativamente pouco mudou no DNA... Diferente do que se pensava, a Yersinia da idade média era pouco mais virulenta que a atual, sugerindo que os maus hábitos de higiene da população e fatores ambientais, como frio e umidade, favoreceram a ocorrência da epidemia de peste.
Atualmente Y. pestis acomete em torno de 2000 pessoas por ano, principalmente no continente africano - graças aos melhores hábitos de higiene, condições sanitárias e os "queridos"antibióticos, a peste bubônica não mais nos assola. Há que se considerar que o ambiente também mudou muito de lá pra cá, não é?!
Maiores informações:
Artigo publicado na Nature: A draft genome of Yersinia pestis from victims of the Black Death. Kirsten I. Bos, Verena J. Schuenemann, G. Brian Golding, Hernán A. Burbano, Nicholas Waglechner, Brian K. Coombes, Joseph B. McPhee, Sharon N. DeWitte, Matthias Meyer, Sarah Schmedes, James Wood, David J. D. Earn, D. Ann Herring, Peter Bauer, Hendrik N. Poinar & Johannes Krause. Nature (2011) Published online
Nature News Blog: Black Death plague pit produces first ancient bacterial genome.
Nicholas Wade - The New York Times (Science): Scientists Solve Puzzle Of Black Death’s DNA.
Anne Mcilroy - The Globe and Mail (Health News): Black Death bug hasn’t changed, but we have.
domingo, 2 de outubro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Influenza - 1918 e 2009
Hoje o LabSpaces traz dois artigos sobre as epidemias de Influenza - de 1918 e de 2009. Depois de quase um século, pesquisadores continuam investigando, em tecidos de pessoas infectadas naquela época, os fatores que contribuiram para a pandemia de 1918 e, o que diferiu principalmente daquele vírus em relação aos Influenza "convencionais" foi a capacidade de replicação tanto no trato respiratório superior como inferior, facilitando a infecção bacteriana secundária e a instalação da pneumonia e consequente morte das pessoas.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Surto de raiva em CG (III)
Soube por fontes externas que a variante viral envolvida no surto foi a de morcego - Desmodus rotundus.
Considere que este morcego é hematófago, normalmente é responsável pela raiva em herbívoros e o habitat dele não é a área urbana... Isto significa que o morcego está vindo para a cidade e o risco de um surto de maior intensidade é iminente.
Solução para o problema: Vigilância!!!!!!! E muita, mas muita educação.
Leia mais sobre Raiva no Blog: Raiva
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