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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Leishmaniose - vacina, tramitação do PL 1738/11 e Simpósio em CG

Acabei de postar sobre o PL. Acabei de ver, via @ClinicaVet (Revista Clínica Veterinária) o link para informações sobre a audiência pública realizada na última terça-feira sobre o Projeto.

Na página do deputado Geraldo Resente (acesse "Audiência mostra falta de consenso sobre vacina contra leishmaniose") aparece um pouco do que acabei de falar: onde está a integração MS-MAPA???  E olha os especialistas acendendo a fogueira de eutanásia e tratamento! E olha a guerra de egos dos Ministérios! E olha a política de saúde para onde vai...

Senhores... por favor. Tratem a doença como DOENÇA - ZOONOSE. A urbanização da leishmaniose visceral está aí, aqui, e cada dia mais acolá! O cachorro, considerado o principal reservatório da doença em área urbana, é o "bode expiatório" de uma briga entre trata-não trata, mata-não mata enquanto a população humana continua suscetível e ignorante frete à doença.

Falta bom senso e conhecimento na questão da leishmaniose. A população em geral entende vacina como "solução cabal". E quando o cão vacinado adquire a doença? Tem que haver muito esclarecimento!!! Vacina nunca é 100%, coleira nunca é 100%, eutanásia e tratamento também nunca são 100%. A taxa de sucesso de tratamento em humanos só é "boa" porque tem acompanhamento. E quando não há acompanhamento, acontece como em tuberculose e outras doenças de tratamento a longo prazo - DESISTÊNCIA e RESISTÊNCIA. Se para pessoas ocorre isso, imagine para animais - que até hoje são depositados na porta de clínicas veterinárias, HVs, CCZs e ONGs? Manter campanha antirrábica já está complicado; manter campanha de castração também já está complicado; que tal começar a campanha em prol da campanha de esclarecimento? População que não conhece, não faz! Tem que ter educação e ações integradas.

Só o MS não resolve. Só o MAPA não resolve. Têm que trabalhar juntos! A "Política de Vacinação" tem que se transformar na "Política de Controle e Prevenção"  - para humanos e animais. A centralização da saúde em questões específicas só gera custos e debates infinitos - e definitvamente não resolve. 

Hoje temos um excelente patamar em relação ao HIV/Aids graças a muita in$i$tência. Ensino na escola, propaganda na mídia, campanhas e programas de controle e prevenção... gastou-se muito para chegarmos nas boas novas atuais e no nível de conhecimento da população frente aos riscos. Que tal trabalhar assim frente à LV? Para nossa "tristeza", o exemplo urbano mais comum de doença veiculada por vetor é dengue. Que também tem um loooongo caminho de combate pela frente...

São muitas frentes a investir. Educação, vigilância ambiental e epidemiológica, pesquisa e divulgação de conhecimento sobre a doença, ações a campo, registro de produtos / medicamentos, controle de trânsito de animais, treinamento em saúde humana e animal, fatores culturais e socioeconômicos locais etc etc etc. Não dá tempo para guerra de egos. 

Se até o "mito" da toxoplasmose está, aos poucos, sendo esclarecido. Acredito profundamente que o da leishmaniose também será. E não se esqueçam: leishmaniose É doença mundialmente negligenciada!!!!

Em Campo Grande, em 26 e 27 de novembro, ocorrerá o II Simpósio Sul-Mato-Grossense de Leishmanioses. Vários desses temas sobre leishmaniose serão discutidos e - espero - que o bom senso impere. Ninguém tem que ser "Greenpeace" ou ser "Ateu" em Saúde Pública. Tem que ter bom senso.


Sobre o Simpósio: inscrições gratuitas: (67) 3331-1655; asspresidencia@crmvms.org.br

OUÇA!!!! Entrevista com Sibele Cação, Presidente do CRMV-MS, na rádio Transamérica Hits (via A Crítica de Campo Grande)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

MAPA: aberta consulta pública para definir produtos veterinários

[Do Portal CFMV/CRMVs e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento]

O MAPA abriu consulta pública (Portaria N° 137 de 25 de julho de 2011), por 60 dias, para receber sugestões ao projeto de Instrução Normativa que aprova as medidas destinadas a identificar, relatar e monitorar os eventos adversos de produtos de uso veterinário registrados no órgão. 

A regra vai regulamentar o acompanhamento dos medicamentos, vacinas e aditivos usados nos animais. A legislação vai aumentar o controle sobre o uso de medicamentos e orientar usuários para o encaminhamento de notificações. Outra função será definir critérios e modelos de formulários para as notificações sobre alterações, durante ou após o uso dos produtos, para permitir uma investigação adequada desses casos. 

A norma também estabelecerá os procedimentos que serão adotados pelo Ministério após o recebimento das notificações. Definirá, ainda, as responsabilidades legais dos estabelecimentos detentores de registro, como a obrigação de realizar investigações completas em casos de eventos adversos e a necessidade de dispor de um serviço de farmacovigilância veterinária.


Durante o prazo estipulado, o projeto de IN estará disponível no site do Ministério da Agricultura (www.agricultura.gov.br). As sugestões deverão ser encaminhadas à Coordenação de Fiscalização de Produtos Veterinários, pelo e-mail produtosveterinarios@agricultura.gov.br, ou para o endereço Esplanada dos Ministérios, Anexo A, 4º andar, sala 447, CEP: 70.043-900, Brasília (DF).

Participem!!!!