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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Epidemiologia no YouTube


Olá pessoal,

Passeando pelo YouTube encontrei o canal do Professor Ricardo Dias, que elaborou uma série de video-aulas sobre epidemiologia animal e postou no canal. Até o momento estão disponíveis dez videos, muito bacanas e que certamente os alunos da VET - UFMS verão em breve! Vale assistir, curtir, compartilhar e se inscrever no canal. Bons estudos e boa epidemiologia a todos!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Oficina: Estudos Epidemiológicos em Situação de Risco com foco em Investigação de Surto das Principais Doenças de Interesse em Saúde Pública

Olá pessoal,

Recebi hoje o seguinte convite da Dra. Gislaine Brandão Voelho, da Secretaria de Estado de Saúde - MS:

Informo que nos dias 28 a 30 de novembro de 2012 a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul promoverá em parceria com o CRMV/MS a oficina "Estudos Epidemiológicos em Situação de Risco com foco em Investigação de Surto das Principais Doenças de Interesse em Saúde Pública" no Eco Hotel do Lago - Campo Grande/MS.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

I Forum de Saúde Pública Veterinária - Londrina-PR



O I Fórum de Saúde Pública Veterinária: Políticas Públicas de Saúde e NASF acontecerá dia 25 de outubro, quinta-feira, às 19h no Anfiteatro do Hispital Universitário - CCS - UEL (Avenida Robert Koch, 60 – Londrina – Paraná).

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Vírus "Schmallenberg" na Europa - investigação epidemiológica

Schmallenberg, Alemanha
Disponível em: http://www.plz-postleitzahl.de/land.nordrhein-westfalen/schmallenberg/index.html
Com a quebra da moeda européia, a população sofre com desemprego, fome... e embargo econômico frente a exportações de carne também. O vírus Schmallenberg (SBV), descoberto em novembro de 2011 na cidade de Schmallenberg - Alemanha, pertence à família Bunyaviridae, gênero Orthobunyavirus, e é um arbovírus "primo" do Oropouche. Este vírus foi associado ao grupo dos "reprodutivos", levando a malformações fetais e natimortos. Acomete bovinos, ovinos e caprinos e já foi detectado, além da Alemanha, na Bélgica, Holanda, França, Luxemburgo, Itália, Espanha e Reino Unido.  

A figura abaixo foi publicada em 25/03/12 no blog Fire Earth, que faz o countdown para a "vingança da mãe natureza" - sensacionalismo puro - mas vale para ilustrar como está a situação epidemiológica, investigação e casos notificados (dados obtidos de fontes confiáveis).

Disponível em: http://feww.wordpress.com/2012/03/25/schmallenberg-virus-outbreak-update-march-25/


Em notícia veiculada pelo ProMED ontem (05/04/12 - íntegra abaixo), a boa notícia é que métodos de diagnóstico sorológico estão sendo desenvolvidos e um ELISA indireto acaba de "sair do forno" da agência francesa ANSES (Maisons-Alfort, France). Este ELISA utiliza como antígeno uma nucleoproteína viral recombinante do SBV, desenvolvida e produzida pela IDvet. O kit ainda está em fase de avaliação pelos laboratórios de referência europeus, mas pelos testes na França pareceu ser uma excelente alternativa para os inquéritos soroepidemiológicos, até o momento realizados através de virusneutralização e imunofluorescência indireta - técnicas que realmente tomam tempo para serem executadas. De acordo com a agência francesa, o ELISA apresentou especificidade de 99,75% e alta correlação com virusneutralização (98,9%). Outros kits estão em desenvolvimento, já que a urgência quanto à detecção dos portadores é grande - e há muito o que ser desvendado sobre a epidemiologia desta doença. E lá vamos nós, ao bom e velho "cross-sectional study"!!

Aguardemos outras novidades...

Outra coisa: NÃO FOI CONFIRMADO COMO ZOONOSE!!!! No panic, people (yet)!



Disponível em: http://www.toonpool.com/cartoons/Schmallenberg%20Virus_154575


Published Date: 2012-04-05 21:57:09
Subject: PRO/AH> Schmallenberg virus - Europe (33): serology
Archive Number: 20120405.1091807
SCHMALLENBERG VIRUS - EUROPE (33): SEROLOGY
*******************************************
A ProMED-mail post
http://www.promedmail.org
ProMED-mail is a program of the
International Society for Infectious Diseases
http://www.isid.org
Date: Thu 5 Apr 2012 
From: Emmanuel Breard [edited]  
Schmallenberg virus (SBV) is a vector-transmitted orthobunyavirus related to the Shamonda and Akabane viruses. Initially reported in November 2011, it has since been detected in Germany, the Netherlands, Belgium, France, Luxembourg, Italy, the United Kingdom and Spain, where it has been associated with foetal congenital malformations and stillbirths in cattle, sheep, and goats. 
Serological testing is essential for disease surveillance and epidemiological studies. While antibodies can be detected by virus neutralization and immunofluorescence, these techniques are time-consuming, difficult to implement for large numbers of samples, and do not offer standardized result interpretation. 
This week, the animal health laboratory of the French agency ANSES (Maisons-Alfort, France), after a  collaborative study, has approved an indirect ELISA, based on a recombinant SBV nucleoprotein  antigen developed and produced by IDvet. This kit is currently being evaluated by other European national reference laboratories. External validation studies indicate excellent test specificity (99.75 percent, n=1179), and high correlation with other serological techniques (98.9 percent with respect to VNT), making this ELISA an efficient tool for epidemiological studies. 

Stephan Zientara, Emmanuel Breard, Corinne Sailleau Virology unit ANSES-INRA-ENVA, Animal Health Laboratory, 94703 Maisons-Alfort, France. -- Communicated by: Emmanuel Breard ANSES LNR FCO/EHD 94703 Maisons-Alfort 

[The above message, received from ANSES (the French Agency for Food, Environmental and Occupational Health & Safety, a public authority reporting to the Ministries of Health, Agriculture, 
the Environment, Labour and Consumer Affairs, founded in 2010), may become good news. ProMED-mail's normal policy is not to be engaged in reports dealing with commercial products; 
the current deviation from the policy is based upon the urgent need for such a test (as expressed by the OIE on 16 Feb 2012), and the kit is not endorsed by us. If/when certified for field use, such kits may facilitate the performance of animal mass-testing in the 8 infected countries and elsewhere to study the epidemiology of SBV as well as to support safe international trade. A validated serological test may allow an update of the recommendations endorsed by the OIE Scientific Commission for Animal Diseases on 16 Feb 2012 (see 20120217.1045067). Development of sero-tests for SBV has been undertaken by other laboratories as well. 
In this context, we would wish to convey to our subscribers the response of the Robert Koch Institute in Germany to our commentary in posting 20120402.1088492 concerning cross-sectional seroprevalence study in shepherds living in the epidemic area in Germany (North-Rhine Westphalia). Reportedly, the RKI developed an immunofluroscence test (IFAT) and a neutralisation test (NT) for SBV tests in humans. IFAT was performed initially and NT in case of borderline results. All blood samples tested negative for specific antibodies against SBV. In view of this clarification, our suggestion that human sera from  SBV-contact persons "will also undergo serological tests when the test becomes available," was, in fact, redundant. - Mod.AS]

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Comissão Estadual de Saúde Pública Veterinária - CRMV-MS

Um "viva" à Medicina Veterinária Preventiva - Saúde Pública Veterinária!!!

Fiquei muitíssimo feliz em participar da Oficina e, principalmente, em saber que há pessoas interessadas nesta premissa, até então negligenciada e atuamente reemergente dentro da nossa Profissão. Quem trabalha com saúde pública o faz por vocação, amor e respeito ao ser humano e, como diria o Dr. Jair Vicente, "exerce o sacerdócio". Suma do evento: compromisso das Instituições de Ensino em ensinar o tema; promoção da ára de atuação junto à comunidade civil e veterinária; motivação na inserção do Veterinário na saúde pública. Tríade indissociável para qualquer área profissional ser respeitada e estabelecida - e espero colaborar ativamente com isso!

No último dia 30 (março/2012) foi realizada a I Oficina da Comissão Estadual de Saúde Pública Veterinária do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul (CESPV / CRMV-MS) com vistas a discutir, debater e delinear algumas propostas para melhor estruturar essa área de atuação profissional ainda incipiente para a categoria - com foco na nova Portaria (MS) 2488 de 21 de outubro de 2011 que inclui o Médico Veterinário no PNAB / NASF.

O evento foi presidido pela CESPV / Dr. Eduardo Arteiro Marcondes (Vice-Presidente do CRMV-MS) com a participação de representantes docentes e discentes das instituições de ensino superior de Mato Grosso do Sul (UFMS, UCDB,UNIGRAN, Anhanguera-Dourados). Na Oficina foram propostos três eixos de discussão: O papel do médico veterinário na saúde pública frente a nova Portaria (MS) 2488; A importância da qualidade de atuação profissional frente a novos desafios; O perfil da formação de medicina veterinária para a saúde pública.

Este evento foi muito importante, não só por envolver a Academia às ações do CRMV, mas também por propiciar o importante encontro entre representantes das instituições de ensino do Estado e motivar a todos para um mesmo objetivo: ensinar, promover e atuar em saúde pública veterinária.

As discussões geraram uma Carta de Pactuações e já foi divulgado que o CRMV-MS está preparando o I Seminário Estadual de Saúde Pública Veterinária. Vem muita coisa por aí!

Segue abaixo a Carta de Pactuações da I Oficina, para ampla divulgação, discussão e conhecimento.


Além da Carta, outras publicações relacionadas também podem ser acessadas neste link:


Entrega de certificados e foto clássica dos participantes da I Oficina

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Leishmaniose - vacina, tramitação do PL 1738/11 e Simpósio em CG

Acabei de postar sobre o PL. Acabei de ver, via @ClinicaVet (Revista Clínica Veterinária) o link para informações sobre a audiência pública realizada na última terça-feira sobre o Projeto.

Na página do deputado Geraldo Resente (acesse "Audiência mostra falta de consenso sobre vacina contra leishmaniose") aparece um pouco do que acabei de falar: onde está a integração MS-MAPA???  E olha os especialistas acendendo a fogueira de eutanásia e tratamento! E olha a guerra de egos dos Ministérios! E olha a política de saúde para onde vai...

Senhores... por favor. Tratem a doença como DOENÇA - ZOONOSE. A urbanização da leishmaniose visceral está aí, aqui, e cada dia mais acolá! O cachorro, considerado o principal reservatório da doença em área urbana, é o "bode expiatório" de uma briga entre trata-não trata, mata-não mata enquanto a população humana continua suscetível e ignorante frete à doença.

Falta bom senso e conhecimento na questão da leishmaniose. A população em geral entende vacina como "solução cabal". E quando o cão vacinado adquire a doença? Tem que haver muito esclarecimento!!! Vacina nunca é 100%, coleira nunca é 100%, eutanásia e tratamento também nunca são 100%. A taxa de sucesso de tratamento em humanos só é "boa" porque tem acompanhamento. E quando não há acompanhamento, acontece como em tuberculose e outras doenças de tratamento a longo prazo - DESISTÊNCIA e RESISTÊNCIA. Se para pessoas ocorre isso, imagine para animais - que até hoje são depositados na porta de clínicas veterinárias, HVs, CCZs e ONGs? Manter campanha antirrábica já está complicado; manter campanha de castração também já está complicado; que tal começar a campanha em prol da campanha de esclarecimento? População que não conhece, não faz! Tem que ter educação e ações integradas.

Só o MS não resolve. Só o MAPA não resolve. Têm que trabalhar juntos! A "Política de Vacinação" tem que se transformar na "Política de Controle e Prevenção"  - para humanos e animais. A centralização da saúde em questões específicas só gera custos e debates infinitos - e definitvamente não resolve. 

Hoje temos um excelente patamar em relação ao HIV/Aids graças a muita in$i$tência. Ensino na escola, propaganda na mídia, campanhas e programas de controle e prevenção... gastou-se muito para chegarmos nas boas novas atuais e no nível de conhecimento da população frente aos riscos. Que tal trabalhar assim frente à LV? Para nossa "tristeza", o exemplo urbano mais comum de doença veiculada por vetor é dengue. Que também tem um loooongo caminho de combate pela frente...

São muitas frentes a investir. Educação, vigilância ambiental e epidemiológica, pesquisa e divulgação de conhecimento sobre a doença, ações a campo, registro de produtos / medicamentos, controle de trânsito de animais, treinamento em saúde humana e animal, fatores culturais e socioeconômicos locais etc etc etc. Não dá tempo para guerra de egos. 

Se até o "mito" da toxoplasmose está, aos poucos, sendo esclarecido. Acredito profundamente que o da leishmaniose também será. E não se esqueçam: leishmaniose É doença mundialmente negligenciada!!!!

Em Campo Grande, em 26 e 27 de novembro, ocorrerá o II Simpósio Sul-Mato-Grossense de Leishmanioses. Vários desses temas sobre leishmaniose serão discutidos e - espero - que o bom senso impere. Ninguém tem que ser "Greenpeace" ou ser "Ateu" em Saúde Pública. Tem que ter bom senso.


Sobre o Simpósio: inscrições gratuitas: (67) 3331-1655; asspresidencia@crmvms.org.br

OUÇA!!!! Entrevista com Sibele Cação, Presidente do CRMV-MS, na rádio Transamérica Hits (via A Crítica de Campo Grande)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Leishmaniose visceral e PL 1738/2011 - vacinação canina compulsória

Prezados!

Convido a todos à "saborosa" leitura do Projeto de Lei n.1738/2011 que tramita na Câmara dos Deputados sobre a vacinação compulsória de cães contra a leishmaniose, proposto pelo deputado e médico Geraldo Resende (PMDB / MS).

O texto pode ser acessado na íntegra (versão .pdf aqui) e o trâmite pode ser acompanhado diretamente na página do Projeto de Lei (aqui).

Recomendo que leia o Projeto e depois prossiga a leitura do post...

Estamos falando de uma zoonose ultra polêmica cujas ações de controle não têm servido de muita coisa.  Tenho muitas perguntas quanto ao PL e seus efeitos. Eu, particularmente, tenho muita "revolta" quanto à leishmaniose visceral, justamente pela falta de respostas e excesso de perguntas. É necessário pensar muito! É uma doença em que muitos agem mas poucos pensam. Ninguém divulga efeitos reais das ações de controle, isso me preocupa muito. Não será hora de trabalhar no bom e velho controle integrado? Cadê a tríade / cadeia epidemiológica, gente?! PENSEM! Chega de só "apagar fogo" nesse país. Na saúde - pública ou não - só se faz apagar incêndios. Precisamos de ações com início, meio e fim, totalmente planejadas, auditadas e avaliadas! Para montar um projeto de pesquisa a pessoa tem que pensar muito, delinear tudo e prever tudo - para que não haja furos. Por quê não usar esse bom modelo para "desenhar" a saúde pública no Brasil? Não me venham com as conversas de "academia é uma coisa, mundo real é outra". PENSAR é imprescindível! E colocar especialistas para brigar sobre tratamento de leishmaniose em cães definitivamente NÃO é a questão. Especialistas devem deliberar e propor planos inteiros e não apagar fogo ou defender pontos específicos. PENSEM! Não dói nada!

As dúvidas - totalmente pessoais:

- Em que pé estão os testes de vacina anti-Leish - já fizeram todas as etapas? Temos os dados completos da eficácia vacinal, efeitos colaterais, validação...???

- QUAL das vacinas será utilizada - melhor, que laboratório ganhará com essa?
- De onde vem a verba para a campanha?
- Será utilizado o protocolo de teste - sorologia - dos animais (claro, dependendo da vacina utilizada)?
- Em que testes podemos mesmo confiar?
- Quanto às reações cruzadas, o que me falam a respeito dos Trypanosoma da vida, tão comuns em várias regiões do Brasil?
- Como será avaliado, a curto, médio e longo prazo, o efeito da vacinação na redução de casos humanos?
- Em cidades sem CCZ, quem / que órgãos serão os responsáveis pela vacinação?
- Em cidades / regiões ainda livres de LV... a vacinação também será compulsória?
- Como garantirão a adesão da população à campanha - considerando que as campanhas contra raiva têm cada vez menor adesão e também, falando em saúde pública em CG, as consequências nefastas do caso de raiva urbana no último mês de agosto?
- Serão integradas outras ações de controle?

O texto trata da "Política Nacional de Vacinação contra a Leishmaniose animal". Senhores!!!!! SENHORES! Por que não a "POLÍTICA NACIONAL DE CONTROLE DA LEISHMANIOSE HUMANA E ANIMAL"????? CONTROLE! Humanos E animais! Ações conjuntas, simples e complexas, para diminuir incidência E prevalência! SÓ VACINAR CACHORRO ainda é apagar fogo. Concordo e entendo que, no controle de leishmaniose, diversas esferas devem trabalhar juntas. Qual é o grande desafio em colocar a Vigilância Ambiental, Vigilância Epidemiológica, Secretaria de Agricultura e (quando houver) CCZs trabalhando juntos por uma saúde pública? Sabe qual o grande desafio? 
P O L Í T I C A.

Ah sim, mais uma dúvida. Como se trata de vacina de uso animal, a "brincadeira" é do MAPA (Min. Agricultura, Pecuária e Abastecimento). E há integração com o MS (Min. da Saúde) onde, mesmo?? 

Sabe o Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral (MS, 2006)? Leia e me fale a respeito de determinação de áreas vulneráveis. E me fale também a respeito se, hipoteticamente, você resolvesse pesquisar LV canina em uma cidade, a priori de ocorrência silenciosa e, ainda hipoteticamente, você envia para diagnóstico sorológico ao principal laboratório de saúde pública daquele estado, voltam resultados de 20 animais positivos e, na recoleta, não sobra sequer UM animal positivo? 1- o que significa casos positivos autóctones em uma área silenciosa?; 2- o que acontece com o município (quanto a VERBA repassada para saúde pública), que sai do status silencioso e passa a ter casos autóctones?; 3- serão todos falso-positivos porque, em área de baixíssima prevalência o valor preditivo do teste é comprometido?; 4- serão todos casos de reação cruzada com qualquer outra doença? 5- eram positivos para LV ou leishmaniose tegumentar?? Por isso reflito no quanto a política interfere nos "resultados" de uma pesquisa e no quanto ainda não temos ferramentas diagnósticas ótimas frente às leishmanioses e diferenciação destas.


Quando se trata de protozoários, o mistério é infinito. Eu ainda DUVIDO de uma vacina eficaz contra protozoários. Espero que eu "morda minha língua" o quanto antes, mas ainda não chegamos nem próximo de vacina realmente protetora contra protozoários. E se a vacina fosse tão über, por quê não desenvolver e disponibilizar para humanos - o foco da saúde pública? Ok, está em desenvolvimento... Mas e do vetor? Ninguém fala  / faz nada? Até Aedes aegypti já tem versão transgênica mutante...

Deixemos esclarecido: sou a favor de vacina, não sou xiita frente a eutanásia e tratamento de cães. Mas somente UMA medida NÃO resolve e NÃO controla a doença! Pensem! Integrem! Afinal, pra que serve a EPIDEMIOLOGIA???

Somebody save me!

Sobre outras publicações do Ministério da Saúde, acesse o site da Editora do MS aqui. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Surto de febre aftosa no Paraguai - confirmado

Fontes em 19/09/2011: 
MSRecord: Confirmado foco de aftosa no Paraguai e MS bloqueia fronteira: Após um mês de suspeita, foco foi confirmado no último fim de semana (Juliene Katayama); 
Terra Economia - Reuters Online: Paraguai detecta foco de aftosa e suspende exportação de carne; 
Globo Economia - Valor Online: Paraguai confrma caso de febre aftosa na região central (Tarso Veloso)
Mais notícias via Google notícias.

O surto de aftosa foi confirmado em San Pedro, região central do Paraguai, a aproximadamente 150Km da fronteira com o Brasil.  A propriedade-foco, com 800 animais, foi avaliada pelo Senacsa (Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal do Paraguai) e 13 animais tinham a doença. A partir do foco, a OIE já foi notificada e foram suspensas todas as movimentaçãoes de animais para o Brasil, as exportações de carne e o status de zona livre de aftosa. Todos os animais serão abatidos. Muito trabalho a ser feito pelo pessoal da Zona de Alta Vigilância!!!! Não quero dar aula prática de Febre Aftosa, heim!!!!!!

Mapa editado de Paraguay.com. Por isso, Brazil com "z".

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

MAPA: aberta consulta pública para definir produtos veterinários

[Do Portal CFMV/CRMVs e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento]

O MAPA abriu consulta pública (Portaria N° 137 de 25 de julho de 2011), por 60 dias, para receber sugestões ao projeto de Instrução Normativa que aprova as medidas destinadas a identificar, relatar e monitorar os eventos adversos de produtos de uso veterinário registrados no órgão. 

A regra vai regulamentar o acompanhamento dos medicamentos, vacinas e aditivos usados nos animais. A legislação vai aumentar o controle sobre o uso de medicamentos e orientar usuários para o encaminhamento de notificações. Outra função será definir critérios e modelos de formulários para as notificações sobre alterações, durante ou após o uso dos produtos, para permitir uma investigação adequada desses casos. 

A norma também estabelecerá os procedimentos que serão adotados pelo Ministério após o recebimento das notificações. Definirá, ainda, as responsabilidades legais dos estabelecimentos detentores de registro, como a obrigação de realizar investigações completas em casos de eventos adversos e a necessidade de dispor de um serviço de farmacovigilância veterinária.


Durante o prazo estipulado, o projeto de IN estará disponível no site do Ministério da Agricultura (www.agricultura.gov.br). As sugestões deverão ser encaminhadas à Coordenação de Fiscalização de Produtos Veterinários, pelo e-mail produtosveterinarios@agricultura.gov.br, ou para o endereço Esplanada dos Ministérios, Anexo A, 4º andar, sala 447, CEP: 70.043-900, Brasília (DF).

Participem!!!!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Vet 2011 - ano mundial da Medicina Veterinária

 
No ano em que a Medicina Veterinária comemora 250 anos de ensino no mundo, as principais organizações que representam a profissão em diversos países se reuniram para apresentar os eventos que serão realizados para celebrar o “Ano da Medicina Veterinária no Mundo”. A Conferência de abertura iniciou em 23 de janeiro, em Paris na França e foi dirigida pelo Comitê Organizador VET 2011.

Na reunião foi realizado um balanço dos eventos que serão realizados neste ano. No total, serão 154, distribuídos em 55 países. Desses, 58 eventos receberam a chancela de acreditação da associação mundial. O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) enviou seis eventos para o calendário da VET 2011 e todos foram acreditados, correspondendo a 10% das atividades que receberam o selo mundial. A chancela demonstra a afinidade do CFMV às propostas discutidas entre os dirigentes da Medicina Veterinária nos diferentes países, os quais buscam atender a visão do que deve ser difundido na profissão Médico-Veterinária para o futuro.

O Brasil tem assento e voto no comitê mundial. Ele esteve representado pelo Presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda, como também, pelo Conselheiro Efetivo, Antonio Felipe Paulino de Figueiredo Wouk.

Os participantes do comitê também trataram da adesão de outros membros institucionais a VET 2011, como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (UNESCO), o que mostrou o reconhecimento da importância da ciência veterinária. Além disso, foram aprovadas as contas da associação mundial organizadora do evento e apresentado material promocional da VET 2011.


Fonte: CFMV Informa, Ano V - No. 163 – 28  de janeiro de 2011

Calendário oficial de atividades (Brasil): http://www.vet2011.org/calendrier_pays.php?pays_id=25