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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Pesquisa: mordeduras caninas em médicos veterinários

Olá pessoal!

Gostaria de divulgar, a pedido do Prof. iucif Abrão Nascif Júnior, a pesquisa "Aspectos ocupacionais das mordeduras caninas entre médicos veterinários".

Esta pesquisa foi divulgada no informativo do CFMV (maio/2012) e Médicos Veterinários de qualquer especialidade podem participar renspondendo online via https://www.surveymonkey.com/s/MordedurasCaninas

Participe!!!!

Abaixo, a mensagem do Professor Iucif:

Gostaria de solicitar sua ajuda na divulgação da pesquisa “Aspectos ocupacionais das mordeduras caninas entre médicos veterinários” junto aos veterinários de sua lista de contato. A pesquisa foi divulgada no Informativo do CFMV de 05 de maio de 2012 e alguns colegas já responderam. Porém, precisamos de mais participantes de todas as especialidades e de todo o Brasil. Médicos Veterinários de qualquer especialidade podem participar. Ficarei imensamente agradecido se puder contar com vossa colaboração. Coloco-me a disposição para responder a qualquer dúvida.
O link para acessar o questionário é: https://www.surveymonkey.com/s/MordedurasCaninas
Atenciosamente,
Prof. Dr. Iucif Abrão Nascif Júnior
CRMV-SP 09393
Universidade de Franca - UNIFRAN
iucifjr@yahoo.com.br

domingo, 8 de abril de 2012

Publicações para quem trabalha em laboratório de saúde

Olá pessoal,

No site da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio encontrei esta série de livros: Conceitos e Métodos para a Formação de Profissionais em Laboratórios de Saúde.

São três volumes disponíveis. Volume 1 versa sobre biossegurança e boas práticas laboratoriais; conceitos e técnicas básicas aplicadas em laboratório; microscopia da luz; animais de laboratório e fundamentos em química experimental. O volume 2 aborda biologia celular e ultraestrutura; histologia; técnicas histológicas; técnicas citológicas e cultivo celular. Volume 4 traz conceitos em Imunologia, Virologia, Bacteriologia e Micologia.


Além desta série, há uma diversos de outros títulos disponíveis em Publicações - Livros. Títulos voltados para educação de saúde e em saúde, trabalho, iniciação coentífica e afins. Vale a pena explorar esta biblioteca!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Campanha nacional de vacinação contra a raiva canina e felina

Notícia de Carolina Pimentel, veiculada no caderno Ciência e Tecnologia do Jornal do Brasil de 01/09/2011 (íntegra aqui).

Ministério importa 10 milhões de doses de vacina contra raiva para cães e gatos

O Ministério da Saúde importou 10 milhões de doses para vacinar cães e gatos contra a raiva. A compra emergencial foi feita para não atrasar a imunização dos animais nos estados com risco de registro da doença. De acordo com o Ministério, a pasta requisitou novos testes da vacina produzida pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), responsável por fornecer 32 milhões de doses. As análises foram solicitadas para evitar mortes e reações adversas nos animais como em 2010, quando foram notificados 637 casos. Do total, 41,6% foram mortes ou alergias graves, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na época, a vacina era fabricada pelo laboratório Bio-Vet, proibida de ser usada na campanha deste ano. 

Com os novos testes, o Tecpar atrasou o fornecimento das doses, que deveriam ter sido entregues às secretarias estaduais de Saúde a partir de maio.

O Ministério definiu estados com preferência para receber a vacina importada. Os primeiros foram o Ceará e o Maranhão, que registraram casos de raiva humana no ano passado e em 2011, respectivamente. Os demais são Pernambuco, o Pará, o Piauí, o Rio Grande do Norte, a Paraíba, a Bahia, Alagoas, Sergipe e Mato Grosso do Sul, por terem notificado casos de raiva canina nos últimos três anos.

Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os únicos estados que ficam de fora da vacinação, pois não registram a circulação do vírus da raiva.

 

Mais sobre Raiva:

No blog: clique em Raiva

World Rabies Day: http://www.worldrabiesday.org/pt/home.html
Raiva Online: http://www.pasteur.saude.sp.gov.br/online/online.htm

Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas

O INCTV trabalha com seis grandes temas de pesquisa: desenvolvimento de vacinas contra dengue, influenza, doença de Chagas, leishmaniose, leptospirose, malária (Plamodium vivax) e toxoplasmose.

sábado, 13 de agosto de 2011

Raiva - urbana - em Campo Grande

[Notícia obtida e editada de Correio do Estado. 

Obs: não é somente o morcego hematófago o "grande responsável" pela disseminação no ciclo aéreo da raiva; morcegos frugívoros e insetívoros também devem ser investigados; perguntas que não querem calar: Qual o tipo do vírus que causou este caso atípico - sem os clássicos sinais de raiva furiosa?; Qual a distribuição do vírus em populações de morcegos hematófagos - e não hematófagos - em CG? Cadê a vigilância?? Aos alunos: trata-se de endemia, ou epidemia? Aguardemos o que segue... e espero que a vacina usada nos animais não seja dos mesmos lotes da do ano passado - cheeeeio de animais com reações adversas, mortes e afins...]

Campo Grande registra casos de raiva canina após 23 anos 

Lúvia Morel 12/08/2011 00h02

Após 23 anos, Campo Grande voltou a registrar um caso de raiva canina - o último havia ocorrido em 1988, segundo o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Capital. No dia 12 de julho, no Jardim Anache, um garoto foi mordido na mão por um cão que pertencia à sua avó. Após o incidente, o menino foi levado ao posto de saúde, onde recebeu os primeiros socorros e a dose de soro anti-rábico. Dez dias depois, o cachorro morreu e a família da criança entrou em contato com CCZ para recolher o animal que coletou amostras de sangue do cão e, no dia 5 de agosto, o resultado positivo foi divulgado. A criança continua sob observação pela Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau).
 

A incidência da raiva canina na Capital fez com que a administração municipal determinasse estado de alerta em ao menos seis bairros da zona norte da cidade - Jardim Anache, Nova Lima, Colúmbia, Vida Nova e Novos Estados - onde foi registrada a enfermidade. Nesses locais, o CCZ realiza trabalho intenso de vacinação e acompanhamento de animais e pessoas que tiveram contato com o cão infectado - medida tomada para evitar que a doença se alastre para outras áreas da cidade.
 

O animal diagnosticado com raiva canina no Jardim Anache apresentava sinais diferentes da doença comum. Segundo a diretora de vigilância em saúde da Sesau, Márcia Dalfabro, a família responsável pelo cão acreditava que ele estivesse com pneumonia, pois não apresentava sinais de excitação e irritabilidade (comuns à doença) [raiva furiosa]. Ao invés disso, o animal estava extremamente debilitado e melancólico [raiva paralítica]. Pouco depois do incidente, o maxilar paralisou e, dias mais tarde, o cachorro morreu. “Esses sinais não são os mais comuns da raiva, mas também podem ocorrer, dependendo do tipo da doença. O vírus é o mesmo, mas o tipo varia”, explica Márcia. Segundo ela, a suspeita é de que o animal tenha sido infectado por uma mordida de um morcego, mas somente exames mais detalhados poderão confirmar essa hipótese. “Estamos esperando para saber o tipo de vírus”, diz.

Ações de combate
Segundo Márcia Dalfabro, assim que saiu o resultado do exame sorológico, as ações de profilaxia e prevenção foram iniciadas imediatamente no Jardim Anache e adjacências. “As equipes dos postos de saúde, bem como os agentes de saúde da região norte foram informados sobre o caso e o CCZ deu início aos cuidados com a população que teve contato com o animal. A área está toda em alerta”, diz Márcia. As medidas incluem a vacinação de pessoas que tiveram contato direto com o cão e também de outros animais que conviviam com o animal.
 

De acordo com a diretora, 18 pessoas, entre crianças e adultos, foram imunizadas contra raiva. Destas, oito também receberam o soro antirábico, que é utilizada nos casos em que pode ocorrer contaminação imediata com o vírus da doença. “Somente de dar comida na boca de um cachorro com raiva a pessoa pode ser infectada, porque a saliva do animal está rica no vírus”, informa Márcia. Os oito moradores que, além da vacina, também foram medicadas com o soro, mantinham contato direto e diário com o cão morto.
 

Foi aplicada dose preventiva da vacina anti-rábica em 300 cães e gatos de moradores do Jardim Anache. Outros seis cachorros da região foram sacrificados [por quê?], pois conviviam diretametne com o cão infectado. A diretora explica que não há tratamento para raiva em animais e a única solução é a eutanásia. “As equipes identificaram os cães que tinham contato direto com o animal em questão, mas o dono de um deles não quis entregá-lo. Entramos com pedido judicial, já que havia risco de dano coletivo, e o animal foi recolhido e morto”, afirmou. [Por que não ficou em observação, como foi o caso do primeiro animal??? Será para satisfazer a população / sensacionalismo? Contactantes são obrigatoriamente portadores no caso da raiva??]
 

A diretora de vigilância em saúde destaca ainda que, em casos como esse, “a profilaxia é sempre imediata porque a raiva é uma doença muito grave, principalmente quando transmitida para o homem. Temos casos confirmados de raiva humana apenas nas regiões norte e nordeste e também na Bolívia, que é vizinho, por isso temos que fechar o cerco à doença para que não contamine as pessoas aqui”, afirma.

Riscos
Márcia Dalfabro afirma que o maior risco da doença é a demora na manifestação dos sintomas. Em humanos, os primeiros sinais podem aparecer de quatro a seis meses após a contaminação. Nos animais, a média é de dez dias, mas também pode levar meses. “As ações de combate, quando há casos confirmados, devem ser rápidas e o acompanhamento, tanto dos animais vacinados quanto das pessoas da região, deve ser contínuo por até um ano”, afirma a diretora de vigilância em saúde.
 

No caso das 18 pessoas e os cerca de 300 animais vacinados, o acompanhamento é realizado pelos agentes de saúde que atuam na região norte. A Sesau também vai colocar à disposição mil doses da vacina para a imunização de cães e gatos da área atingida. “A cobertura tem que ser eficaz e depois da confirmação a região está em estado de alerta”, lembra Márcia. O sangue dos seis cães sacrificados também foi recolhido pelo CCZ e o resultado sorológico deve sair nos próximos dias. Caso haja mais casos positivos, as medidas de prevenção serão intensificadas.

Outras notícias:
* G1: Caso de raiva provoca vacinação emergencial em Campo Grande

* Campo Grande News: Com caso confirmado, CCZ faz vacinação de emergência contra a raiva

 

domingo, 31 de julho de 2011

Fim da novela E. coli europeia. Será?

(Notícia de "Último Segundo - IG", publicada em 26/07/2011)

Alemanha declara fim de surto da bactéria E. coli - Há três semanas, autoridades alemãs não registram novos casos da epidemia em que 49 morreram e mais de 4 mil foram contaminados. "O maior surto da E. coli na Alemanha agora está terminado", disse Reinhard Burger, presidente do Instituto Robert Koch, agência oficial de controle de doenças do país. O Instituto Koch disse que desativará seu centro de monitoramento da doença, mas que manterá uma vigilância intensiva caso a bactéria reapareça. 

Porém o embargo ao Egito continua até o final de outubro... e os espanhóis querem re$$arcimento quanto à injusta acusação de contaminação de pepinos. Da cepa, em si, nada mais se fala. Agora a novela é outra!

Mais sobre E. coli em Micro&Epi (posts relacionados):  

Micro e Epi: Outro capítulo da novela "E. coli europeia" - 08 Jul 2011 

Micro e Epi: Mais E. coli alemã - 13 Jun 2011 

Micro e Epi: Como escrever E. coli? - 07 Jun 2011

Vacina (definitiva) contra gripe: os cientistas estão quase lá!

O artigo "A Neutralizing Antibody Selected from Plasma Cells That Binds to Group 1 and Group 2 Influenza A Hemagglutinins", publicado na Science, em 28 de julho, de uma equipe de pesquisadores britânicos e suiços, traz a grande luz no fim do túnel da prevenção do vírus da gripe. 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mais E. coli alemã

Notícia rcebida pelo Pro-MED (http://www.promedmail.org). Este surto e sua investigação é pura epidemiologia!!! E há mais ainda o que investigar...
Outras informações: Microbe World.


ESCHERICHIA COLI 0104 H4: EUROPA (08)
******************************
*
ProMED-mail e um programa da / es un programa de la International Society for Infectious Diseases <http://www.isid.org>

Data: Domingo, 12 de junho / Junio de 2011

De: Promed-Port <Promed-Port@promedmail.org>
Fonte: Google / AFP [11.06.2011]
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5h86GYzYLiopk5PMYJO8vkqVfc
plw?docId=CNG.92bb341a9978c6994c39e0e41d06a607.1651


Alemanha confirma que brotos de feijão causaram contaminação por E. coli


BERLIM, Alemanha — Um instituto sanitário federal alemão confirmou neste
sábado oficialmente que a epidemia bacteriana que matou 33 pessoas foi provocada por brotos germinados contaminados, colocando fim às incertezas de Berlim e da União Europeia.

Os biólogos do Instituto Federal Alemão de Avaliação de Riscos (BfR)
  confirmaram os resultados das análises anunciadas na véspera pelas autoridades regionais da Renânia do Norte-Westfália (oeste). Segundo os resultados, a espécie bacteriana O104:H4 da Escherichia coli enterohemorrágica (ECEH), rara e muito perigosa, foi detectada em um pacote de brotos germinados procedente da fazenda Gärtnerhof, localizada em Bienenbüttel (norte), atualmente fechada. "Estes resultados são um passo importante na rede de testes", afirmou o diretor do instituto, Andreas Hensel. A epidemia causou 33 mortes na Europa e deixou mais de 3.000 pessoas  doentes.

O pacote de brotos germinados que foi analisado tinha sido entregue às
  autoridades por um pai de família cuja mulher e filha ficaram gravemente doentes devido à bactéria E.coli. Estes resultados põem fim a semanas de incertezas que custaram centenas de  milhões de euros aos agricultores europeus, já que os consumidores deixaram de comprar pepinos, tomates e verduras que tinham sido apontadas pelas autoridades alemãs como possíveis vetores da contaminação. O alerta foi levantado na sexta-feira. O ministério alemão de Agricultura expressou sua satisfação ao ver a causa  do mal finalmente identificada, enquanto que o comissário europeu de Saúde, John Dali, comemorou "esse acontecimento extremamente importante".

"Os consumidores europeus e os parceiros comerciais (da UE) podem agora ter
  toda confiança na segurança das verduras da União Europeia", declarou Dalli. Após o acordo de Moscou, na sexta-feira, para levantar o embargo sobre as  importações de verdura da UE, Dalli afirmou esperar que as hortaliças europeias possam empreender "o quanto antes" o caminho para a Rússia. Resta determinar como ocorreu a contaminação. "Continua confuso (...). A  bactéria foi veiculada por homens ou por animais?", questionou o ministro do Meio Ambiente e Proteção dos Consumidores da Renânia do Norte-Westfália, Johannes Remmel. A ministra alemã da Agricultura, Ilse Aigner, anuncia por sua vez um reforço  dos controles de higiene relativos à produção de brotos germinados, na edição deste domingo da revista Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung. Esses brotos de lentilha, alfafa, soja, etc, são produzidos em condições de  calor e umidade, e os cientistas os consideram possíveis vetores de bactérias patogênicas como a E.coli e a salmonela. Dalli prometeu que esta crise "levará a um reforço de nossos sistemas de  alerta" europeus.


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Aftosa: Extinção da zona tampão da Bahia é reconhecida pela OIE

Do site do CFMV

A extinção da Zona Tampão da Bahia, já reconhecida em todo o território nacional, acaba agora de ser reconhecida internacionalmente. A Comissão Científica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) aprovou relatório da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), encaminhado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sobre a extinção da Zona Tampão e criação da Zona de Proteção no Estado. Com isso, a Bahia passa a ser mundialmente reconhecida como zona livre de aftosa com vacinação, colocando toda a pecuária baiana no mesmo status sanitário, e sem restrições quanto ao comércio e trânsito de animais.

O reconhecimento definitivo da criação da Zona de Proteção deve ocorrer em maio deste ano [2011], após a realização da Plenária Anual da OIE, organizada para discutir os assuntos relacionados à sanidade animal em todo o mundo. "Este é mais um momento para comemorar por se tratar de mais uma etapa conquistada pelo Governo do Estado que tem o objetivo maior de tornar a Bahia livre de aftosa sem vacinação até 2014", ressaltou o secretário de Agricultura do Estado, engenheiro agrônomo Eduardo Salles. "Agora projeta-se um fortalecimento do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa e um novo cenário para a pecuária nacional, tornando-a mais igualitária, competitiva e com possibilidades reais de inclusão social", salientou.

A zona tampão foi oficialmente extinta na Bahia após a publicação da Instrução Normativa nº 45 do Diário Oficial da União (DOU), de 28 de dezembro pelo MAPA. A partir dela, cerca de 10 mil criadores, com um rebanho de aproximadamente 255 mil cabeças, passaram a integrar a comercialização e o trânsito de animais em todo o Estado.
...
Fonte: SEAGRI/ Agrosoft




domingo, 17 de agosto de 2008

Gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde: uma questão de biossegurança



Atenção veterinários: biossegurança também depende de nós - e do lixo que produzimos e para onde o destinamos... é mais que uma questão ambiental, isso é consciência, ética e, principalmente, responsabilidade.