O EpiVet, Laboratório de Epidemiologia Veterinária da UFMS - oferece uma vaga de iniciação científica, modalidade voluntário, para o projeto de pesquisa "Epidemiologia molecular e espacial da raiva em Mato Grosso do Sul", para atuar no subprojeto "Análise epidemiológica do surto de raiva canina ocorrido em Corumbá-MS no ano de 2015". A vigência da IC é de um ano, de agosto de 2018 a julho de 2019. Os interessados devem ser acadêmicos de graduação regulares da UFMS.
O Objetivo Geral do subprojeto é realizar a análise descritiva e de fatores de risco
do surto de raiva canina ocorrido em Corumbá-MS no ano de 2015. Para as análises, será utilizado o software OpenOfficeCalc 4.1.1 (openoffice.org) para a construção da série histórica da raiva canina para o ano de 2015 e análise descritiva das variáveis município, espécie animal, idade, raça e sexo conforme os dados enviados pelos municípios de Corumbá e Ladário. Para análise univariada, cálculo de qui-quadrado e odds ratio, será utilizado o Open Epi, ferramenta Tabela 2x2 (openepi.com). As análises descritivas serão realizadas no EpiVet-UFMS. Não é necessário conhecimento prévio das ferramentas computacionais, porém é necessário que o candidato goste de epidemiologia!
Os interessados devem enviar para o e-mail juliana.galhardo@ufms.br - até dia 25 de julho - os seguintes documentos:
- Histórico escolar atualizado
- Currículo Lattes atualizado (ou link do currículo)
A entrevista será realizada no dia 01/08, quarta-feira, no EpiVet, a partir das 8h.
Boa sorte!
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quarta-feira, 18 de julho de 2018
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
Sobre o adolescente amazonense e a cura da raiva
Ano passado (2017) um sem-número de pessoas que vivem na Reserva Extrativista da Comunidade Tapira do Rio Unini em Barcelos-AM (mais de 400 Km de distância de Manaus) estavam sob risco de raiva transmitida por morcegos hematófagos. Na mesma família, TRÊS irmãos foram infectados. Dois morreram. Mateus Castro, de 14 anos, sobreviveu "graças ao Protocolo de Milwalkee". Este protocolo ainda é experimental, sendo utilizado em casos de raiva humana em que não houve o devido tratamento profilático pós-exposição (soro antirrábico e quatro doses de vacina antirrábica - nos dias 0, 3, 7 e 14 - no caso da mordedura por morcegos). Quando um caso de raiva humana chega à cura, significa que o paciente, além de sobreviver, também não possui mais o vírus em seu sistema nervoso central. Mas veja, o vírus da raiva já tinha chegado lá no cérebro. Já causou danos, muitas vezes irreversíveis. O que será deste menino no "pós-raiva"? Será mais um brasileiro curado, um sucesso para a medicina, porém mais um "Marciano"?
Marciano Menezes da Silva foi o primeiro brasileiro curado da raiva, em 2008. No ano de 2007 ele foi agredido por morcego, não recebeu a profilaxia antirrábica pós-exposição, porém recebeu o Protocolo de Milwalkee modificado ou Protocolo de Recife. UM PACIENTE BRASILEIRO SOBREVIVEU À RAIVA!!!! Mas como está sobrevivendo hoje, de volta ao sertão de Pernambuco? Como é a assistência "pós-raiva" em Floresta-PE? Me pergunto várias vezes "o que é sobreviver à raiva?". Conforme a reportagem de 2016, Marciano disse que seu "maior sonho é voltar a andar". O que é sobreviver?
Voltando a Barcelos-AM, não custa lembrar que foram necessárias DUAS MORTES de irmãos para que a população sob risco finalmente tivesse acesso à profilaxia. Os óbitos foram registrados em Manaus em 02 e 16 de novembro e só no dia 05 de dezembro as doses de vacina e soro chegaram a Barcelos! Pensando que o período de incubação médio da raiva em humanos é de aproximadamente 45 dias, é possível que esta família tenha sido agredida pelos morcegos e infectada com o vírus da raiva ainda em AGOSTO ou SETEMBRO. E a profilaxia para a comunidade chegou em DEZEMBRO. Foram necessárias duas mortes na mesma família para que os órgãos de saúde se mobilizassem de verdade, com praticamente quatro meses de atraso. É desanimador tamanho descaso!
A região amazônica é rica em biodiversidade porém também está sob a ameaça constante de desequilíbrios ambientais. Um estudo de 1980 já falava da importância epidemiológica de morcegos hematófagos na região, já alertando que "concernente à prevenção da raiva humana é a criação acidental de micro-habitats para morcegos hematófagos na forma de áreas preservadas com abrigos adequados na colonização de regiões florestais onde a raiva silvestre é prevalente", e enfatizando as características ecológicas que podem favorecer a permanência destes nas áreas habitadas por humanos. A Reserva Extrativista da Comunidade Tapira do Rio Unini em Barcelos-AM talvez nem seja tão preservada assim e, para que os hematófagos optem por atacar pessoas, é bem possível que haja falta de alimento melhor para os morcegos, ou seja, pela falta de outras espécies animais os morcegos passaram a espoliar pessoas. Imagine a falta de estrutura de um local desses? Onde nem a saúde chegou oportunamente?!
Também não custa lembrar que ainda em 2017 as cidades de Salvador-BA e Recife-PE foram focos de raiva em morcegos hematófagos (que nem deveriam habitar áreas urbanas!! Veja o desequilíbrio ambiental!) e em Recife ocorreu um óbito humano devido à variante do vírus da raiva que circula em morcegos hematófagos (variante 3), porém transmitida por um gato. O gato havia entrado em contato com o morcego, foi infectado com o vírus da raiva e acabou transmitindo a doença para a pessoa através de mordedura. A pessoa não buscou atendimento oportunamente... Óbito.
Mais lembranças de 2017, tivemos a modificação no protocolo da vacina antirrábica pós-exposição, que era de cinco doses e passou a ser de quatro. É óbvio que a justificativa são os "estudos recentes comprovando que quatro doses já são suficientemente protetoras", não precisa mais da quinta dose. Nada disso tem a ver com o desabastecimento de vacinas e a crise na produção de imunobiológicos, incluindo soro antiofídico, soro antirrábico, vacina de febre amarela, vacina antirrábica... Não, nada tem a ver com isso! Até mesmo o novo protocolo da vacina de febre amarela, que era uma dose a cada 10 anos se tornou esta mesma dose para a vida toda! E em 2018 podemos fazer apenas 1/4 da dose que protegerá por 8 anos! Fantástico! Mas são os estudos recentes que indicam isso. Estamos seguros e podemos ficar tranquilos com os novos protocolos de imunização! E pensar que o Brasil já foi referência em imunização! Que saudade do PNI!
Lembrando também que 2017 foi o ano da "revolta" da sífilis, não só pela falta de cuidados e uso de preservativos pelas pessoas mas também pela falta de penicilina para tratar os pacientes! E o brasileiro segue não se protegendo, não se prevenindo e NÃO SE TRATANDO. Ou porque não sabe, ou porque NÃO TEM!
E assim segue nosso sistema nada preventivo, totalmente assistencial, com o perfil de "apagar incêndios" da saúde. São tantos os exemplos, como a raiva canina em Corumbá-MS, a febre amarela no Sudeste, a entrada do Zika e a explosão do Chikungunya... e tantos outros. Infelizmente isso deixa claro que nossos gestores estão mais preocupados com a "política" do que com o cidadão ou a gestão da saúde.
Marciano Menezes da Silva foi o primeiro brasileiro curado da raiva, em 2008. No ano de 2007 ele foi agredido por morcego, não recebeu a profilaxia antirrábica pós-exposição, porém recebeu o Protocolo de Milwalkee modificado ou Protocolo de Recife. UM PACIENTE BRASILEIRO SOBREVIVEU À RAIVA!!!! Mas como está sobrevivendo hoje, de volta ao sertão de Pernambuco? Como é a assistência "pós-raiva" em Floresta-PE? Me pergunto várias vezes "o que é sobreviver à raiva?". Conforme a reportagem de 2016, Marciano disse que seu "maior sonho é voltar a andar". O que é sobreviver?
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Voltando a Barcelos-AM, não custa lembrar que foram necessárias DUAS MORTES de irmãos para que a população sob risco finalmente tivesse acesso à profilaxia. Os óbitos foram registrados em Manaus em 02 e 16 de novembro e só no dia 05 de dezembro as doses de vacina e soro chegaram a Barcelos! Pensando que o período de incubação médio da raiva em humanos é de aproximadamente 45 dias, é possível que esta família tenha sido agredida pelos morcegos e infectada com o vírus da raiva ainda em AGOSTO ou SETEMBRO. E a profilaxia para a comunidade chegou em DEZEMBRO. Foram necessárias duas mortes na mesma família para que os órgãos de saúde se mobilizassem de verdade, com praticamente quatro meses de atraso. É desanimador tamanho descaso!
A região amazônica é rica em biodiversidade porém também está sob a ameaça constante de desequilíbrios ambientais. Um estudo de 1980 já falava da importância epidemiológica de morcegos hematófagos na região, já alertando que "concernente à prevenção da raiva humana é a criação acidental de micro-habitats para morcegos hematófagos na forma de áreas preservadas com abrigos adequados na colonização de regiões florestais onde a raiva silvestre é prevalente", e enfatizando as características ecológicas que podem favorecer a permanência destes nas áreas habitadas por humanos. A Reserva Extrativista da Comunidade Tapira do Rio Unini em Barcelos-AM talvez nem seja tão preservada assim e, para que os hematófagos optem por atacar pessoas, é bem possível que haja falta de alimento melhor para os morcegos, ou seja, pela falta de outras espécies animais os morcegos passaram a espoliar pessoas. Imagine a falta de estrutura de um local desses? Onde nem a saúde chegou oportunamente?!
Também não custa lembrar que ainda em 2017 as cidades de Salvador-BA e Recife-PE foram focos de raiva em morcegos hematófagos (que nem deveriam habitar áreas urbanas!! Veja o desequilíbrio ambiental!) e em Recife ocorreu um óbito humano devido à variante do vírus da raiva que circula em morcegos hematófagos (variante 3), porém transmitida por um gato. O gato havia entrado em contato com o morcego, foi infectado com o vírus da raiva e acabou transmitindo a doença para a pessoa através de mordedura. A pessoa não buscou atendimento oportunamente... Óbito.
Mais lembranças de 2017, tivemos a modificação no protocolo da vacina antirrábica pós-exposição, que era de cinco doses e passou a ser de quatro. É óbvio que a justificativa são os "estudos recentes comprovando que quatro doses já são suficientemente protetoras", não precisa mais da quinta dose. Nada disso tem a ver com o desabastecimento de vacinas e a crise na produção de imunobiológicos, incluindo soro antiofídico, soro antirrábico, vacina de febre amarela, vacina antirrábica... Não, nada tem a ver com isso! Até mesmo o novo protocolo da vacina de febre amarela, que era uma dose a cada 10 anos se tornou esta mesma dose para a vida toda! E em 2018 podemos fazer apenas 1/4 da dose que protegerá por 8 anos! Fantástico! Mas são os estudos recentes que indicam isso. Estamos seguros e podemos ficar tranquilos com os novos protocolos de imunização! E pensar que o Brasil já foi referência em imunização! Que saudade do PNI!
Lembrando também que 2017 foi o ano da "revolta" da sífilis, não só pela falta de cuidados e uso de preservativos pelas pessoas mas também pela falta de penicilina para tratar os pacientes! E o brasileiro segue não se protegendo, não se prevenindo e NÃO SE TRATANDO. Ou porque não sabe, ou porque NÃO TEM!
E assim segue nosso sistema nada preventivo, totalmente assistencial, com o perfil de "apagar incêndios" da saúde. São tantos os exemplos, como a raiva canina em Corumbá-MS, a febre amarela no Sudeste, a entrada do Zika e a explosão do Chikungunya... e tantos outros. Infelizmente isso deixa claro que nossos gestores estão mais preocupados com a "política" do que com o cidadão ou a gestão da saúde.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Dia Mundial da Raiva - 2011
[Maiores informações em World Rabies Day, site em português]
O Dia Mundial contra a Raiva está se aproximando!
[Recebido por e-mail em 06/09/2011]
Dear Friends and Colleagues:
World
Rabies Day 2011 is just around the corner! Thanks to your ongoing
support, together, we’ve mobilized 135 countries; educating 150 million
people and vaccinating 5 million animals! We invite you to join us
again this year as we continue to educate communities across the world
about rabies prevention.
If you’re planning an event, please send-in your event submission as soon as possible through the World Rabies Day website. Adding
your event to our website not only brings global visibility to your
efforts but helps others find an event in their local community. Click here to tell us about your event.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Campanha nacional de vacinação contra a raiva canina e felina
Notícia de Carolina Pimentel, veiculada no caderno Ciência e Tecnologia do Jornal do Brasil de 01/09/2011 (íntegra aqui).
Ministério importa 10 milhões de doses de vacina contra raiva para cães e gatos
O Ministério da Saúde importou 10 milhões de doses para vacinar cães e gatos contra a raiva. A compra emergencial foi feita para não atrasar a imunização dos animais nos estados com risco de registro da doença. De acordo com o Ministério, a pasta requisitou novos testes da vacina produzida pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), responsável por fornecer 32 milhões de doses. As análises foram solicitadas para evitar mortes e reações adversas nos animais como em 2010, quando foram notificados 637 casos. Do total, 41,6% foram mortes ou alergias graves, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na época, a vacina era fabricada pelo laboratório Bio-Vet, proibida de ser usada na campanha deste ano.
Com os novos testes, o Tecpar atrasou o fornecimento das doses, que deveriam ter sido entregues às secretarias estaduais de Saúde a partir de maio.
O Ministério definiu estados com preferência para receber a vacina importada. Os primeiros foram o Ceará e o Maranhão, que registraram casos de raiva humana no ano passado e em 2011, respectivamente. Os demais são Pernambuco, o Pará, o Piauí, o Rio Grande do Norte, a Paraíba, a Bahia, Alagoas, Sergipe e Mato Grosso do Sul, por terem notificado casos de raiva canina nos últimos três anos.
Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os únicos estados que ficam de fora da vacinação, pois não registram a circulação do vírus da raiva.
Mais sobre Raiva:
No blog: clique em Raiva
| World Rabies Day: http://www.worldrabiesday.org/pt/home.html |
| Raiva Online: http://www.pasteur.saude.sp.gov.br/online/online.htm |
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Surto de raiva em CG (III)
Soube por fontes externas que a variante viral envolvida no surto foi a de morcego - Desmodus rotundus.
Considere que este morcego é hematófago, normalmente é responsável pela raiva em herbívoros e o habitat dele não é a área urbana... Isto significa que o morcego está vindo para a cidade e o risco de um surto de maior intensidade é iminente.
Solução para o problema: Vigilância!!!!!!! E muita, mas muita educação.
Leia mais sobre Raiva no Blog: Raiva
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Surto de raiva em CG (II)
[Mais sobre o surto de raiva em Campo Grande. Até o momento não tenho notícias sobre o tipo viral circulante... Então, aguardemos!
Adaptado das fontes: MS Record (Juliene Katayama em 17/08) e MS Notícias (em 13/08)]
Após caso de raiva canina, CCZ deve receber mais 4 mil doses de vacina na próxima segunda: Medida emergencial foi tomada após Centro conseguir vacinar 1,3 mil animais
A nova demanda de vacina foi anunciada pela veterinária do CCZ, Ana Paula Antunes Nogueira, nesta quarta-feira (17).
Apesar da vacina ser enviada pelo Ministério da Saúde para atender o caso de raiva encontrado na região norte de Campo Grande, em outubro haverá campanha de vacinação. Cerca de mil doses já haviam sido enviadas para vacinar cães e gatos nos os bairros Jardim Anache, Nova Lima, Columbia e Vida Nova, porém a quantidade foi insuficiente para atender a demanda.
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
[Sobre a eutanásia de contactantes em situações de emergência em saúde pública]
Decat auxilia C.C.Z. a resgatar cão com suspeita de ter raiva: Em Campo Grande (MS), Policiais Civis da DECAT - Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista, em conjunto com funcionários do C.C.Z. - Centro de Controle de Zoonoses, resgataram um cão contactante. É considerado contactante o animal que teve contato com outro cujo resultado deu positivo para raiva.
Para apreensão do animal e devido recolhimento ao C.C.Z. foi necessária representação da autoridade policial perante o Poder Judiciário, vez que o responsável pelo animal se negou em entregá-lo. O Ministério da Saúde orienta o Poder Público que determinados cães devem ser recolhidos e mantidos em quarentena até exames finais que comprovem ou afastem a condição de infectado [foram eutanasiados ou submetidos a observação??].
Importante: O responsável pelo cão que se negar a entregá-lo, diante de determinação de recolhimento por parte do C.C.Z., responderá criminalmente por "Infringir determinação do Poder Público, destinada a impedir a introdução ou a propagação de doença contagiosa" (Infração de Medida Sanitária Preventiva) - artigo 268 do Código Penal Brasileiro, com pena prevista de detenção de 01 mês a 01 ano e multa. Parágrafo único - A pena é aumentada de um terço, se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico, farmacêutico, dentista ou enfermeiro.
Para apreensão do animal e devido recolhimento ao C.C.Z. foi necessária representação da autoridade policial perante o Poder Judiciário, vez que o responsável pelo animal se negou em entregá-lo. O Ministério da Saúde orienta o Poder Público que determinados cães devem ser recolhidos e mantidos em quarentena até exames finais que comprovem ou afastem a condição de infectado [foram eutanasiados ou submetidos a observação??].
Importante: O responsável pelo cão que se negar a entregá-lo, diante de determinação de recolhimento por parte do C.C.Z., responderá criminalmente por "Infringir determinação do Poder Público, destinada a impedir a introdução ou a propagação de doença contagiosa" (Infração de Medida Sanitária Preventiva) - artigo 268 do Código Penal Brasileiro, com pena prevista de detenção de 01 mês a 01 ano e multa. Parágrafo único - A pena é aumentada de um terço, se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico, farmacêutico, dentista ou enfermeiro.
sábado, 13 de agosto de 2011
Raiva - urbana - em Campo Grande
[Notícia obtida e editada de Correio do Estado.
Obs: não é somente o morcego hematófago o "grande responsável" pela disseminação no ciclo aéreo da raiva; morcegos frugívoros e insetívoros também devem ser investigados; perguntas que não querem calar: Qual o tipo do vírus que causou este caso atípico - sem os clássicos sinais de raiva furiosa?; Qual a distribuição do vírus em populações de morcegos hematófagos - e não hematófagos - em CG? Cadê a vigilância?? Aos alunos: trata-se de endemia, ou epidemia? Aguardemos o que segue... e espero que a vacina usada nos animais não seja dos mesmos lotes da do ano passado - cheeeeio de animais com reações adversas, mortes e afins...]
Campo Grande registra casos de raiva canina após 23 anos
Lúvia Morel 12/08/2011 00h02
Após 23 anos, Campo Grande voltou a registrar um caso de raiva canina - o último havia ocorrido em 1988, segundo o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Capital. No dia 12 de julho, no Jardim Anache, um garoto foi mordido na mão por um cão que pertencia à sua avó. Após o incidente, o menino foi levado ao posto de saúde, onde recebeu os primeiros socorros e a dose de soro anti-rábico. Dez dias depois, o cachorro morreu e a família da criança entrou em contato com CCZ para recolher o animal que coletou amostras de sangue do cão e, no dia 5 de agosto, o resultado positivo foi divulgado. A criança continua sob observação pela Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau).
A incidência da raiva canina na Capital fez com que a administração municipal determinasse estado de alerta em ao menos seis bairros da zona norte da cidade - Jardim Anache, Nova Lima, Colúmbia, Vida Nova e Novos Estados - onde foi registrada a enfermidade. Nesses locais, o CCZ realiza trabalho intenso de vacinação e acompanhamento de animais e pessoas que tiveram contato com o cão infectado - medida tomada para evitar que a doença se alastre para outras áreas da cidade.
O animal diagnosticado com raiva canina no Jardim Anache apresentava sinais diferentes da doença comum. Segundo a diretora de vigilância em saúde da Sesau, Márcia Dalfabro, a família responsável pelo cão acreditava que ele estivesse com pneumonia, pois não apresentava sinais de excitação e irritabilidade (comuns à doença) [raiva furiosa]. Ao invés disso, o animal estava extremamente debilitado e melancólico [raiva paralítica]. Pouco depois do incidente, o maxilar paralisou e, dias mais tarde, o cachorro morreu. “Esses sinais não são os mais comuns da raiva, mas também podem ocorrer, dependendo do tipo da doença. O vírus é o mesmo, mas o tipo varia”, explica Márcia. Segundo ela, a suspeita é de que o animal tenha sido infectado por uma mordida de um morcego, mas somente exames mais detalhados poderão confirmar essa hipótese. “Estamos esperando para saber o tipo de vírus”, diz.
Ações de combate
Segundo Márcia Dalfabro, assim que saiu o resultado do exame sorológico, as ações de profilaxia e prevenção foram iniciadas imediatamente no Jardim Anache e adjacências. “As equipes dos postos de saúde, bem como os agentes de saúde da região norte foram informados sobre o caso e o CCZ deu início aos cuidados com a população que teve contato com o animal. A área está toda em alerta”, diz Márcia. As medidas incluem a vacinação de pessoas que tiveram contato direto com o cão e também de outros animais que conviviam com o animal.
De acordo com a diretora, 18 pessoas, entre crianças e adultos, foram imunizadas contra raiva. Destas, oito também receberam o soro antirábico, que é utilizada nos casos em que pode ocorrer contaminação imediata com o vírus da doença. “Somente de dar comida na boca de um cachorro com raiva a pessoa pode ser infectada, porque a saliva do animal está rica no vírus”, informa Márcia. Os oito moradores que, além da vacina, também foram medicadas com o soro, mantinham contato direto e diário com o cão morto.
Foi aplicada dose preventiva da vacina anti-rábica em 300 cães e gatos de moradores do Jardim Anache. Outros seis cachorros da região foram sacrificados [por quê?], pois conviviam diretametne com o cão infectado. A diretora explica que não há tratamento para raiva em animais e a única solução é a eutanásia. “As equipes identificaram os cães que tinham contato direto com o animal em questão, mas o dono de um deles não quis entregá-lo. Entramos com pedido judicial, já que havia risco de dano coletivo, e o animal foi recolhido e morto”, afirmou. [Por que não ficou em observação, como foi o caso do primeiro animal??? Será para satisfazer a população / sensacionalismo? Contactantes são obrigatoriamente portadores no caso da raiva??]
A diretora de vigilância em saúde destaca ainda que, em casos como esse, “a profilaxia é sempre imediata porque a raiva é uma doença muito grave, principalmente quando transmitida para o homem. Temos casos confirmados de raiva humana apenas nas regiões norte e nordeste e também na Bolívia, que é vizinho, por isso temos que fechar o cerco à doença para que não contamine as pessoas aqui”, afirma.
Riscos
Márcia Dalfabro afirma que o maior risco da doença é a demora na manifestação dos sintomas. Em humanos, os primeiros sinais podem aparecer de quatro a seis meses após a contaminação. Nos animais, a média é de dez dias, mas também pode levar meses. “As ações de combate, quando há casos confirmados, devem ser rápidas e o acompanhamento, tanto dos animais vacinados quanto das pessoas da região, deve ser contínuo por até um ano”, afirma a diretora de vigilância em saúde.
No caso das 18 pessoas e os cerca de 300 animais vacinados, o acompanhamento é realizado pelos agentes de saúde que atuam na região norte. A Sesau também vai colocar à disposição mil doses da vacina para a imunização de cães e gatos da área atingida. “A cobertura tem que ser eficaz e depois da confirmação a região está em estado de alerta”, lembra Márcia. O sangue dos seis cães sacrificados também foi recolhido pelo CCZ e o resultado sorológico deve sair nos próximos dias. Caso haja mais casos positivos, as medidas de prevenção serão intensificadas.
Outras notícias:
* G1: Caso de raiva provoca vacinação emergencial em Campo Grande
* Campo Grande News: Com caso confirmado, CCZ faz vacinação de emergência contra a raiva
A incidência da raiva canina na Capital fez com que a administração municipal determinasse estado de alerta em ao menos seis bairros da zona norte da cidade - Jardim Anache, Nova Lima, Colúmbia, Vida Nova e Novos Estados - onde foi registrada a enfermidade. Nesses locais, o CCZ realiza trabalho intenso de vacinação e acompanhamento de animais e pessoas que tiveram contato com o cão infectado - medida tomada para evitar que a doença se alastre para outras áreas da cidade.
O animal diagnosticado com raiva canina no Jardim Anache apresentava sinais diferentes da doença comum. Segundo a diretora de vigilância em saúde da Sesau, Márcia Dalfabro, a família responsável pelo cão acreditava que ele estivesse com pneumonia, pois não apresentava sinais de excitação e irritabilidade (comuns à doença) [raiva furiosa]. Ao invés disso, o animal estava extremamente debilitado e melancólico [raiva paralítica]. Pouco depois do incidente, o maxilar paralisou e, dias mais tarde, o cachorro morreu. “Esses sinais não são os mais comuns da raiva, mas também podem ocorrer, dependendo do tipo da doença. O vírus é o mesmo, mas o tipo varia”, explica Márcia. Segundo ela, a suspeita é de que o animal tenha sido infectado por uma mordida de um morcego, mas somente exames mais detalhados poderão confirmar essa hipótese. “Estamos esperando para saber o tipo de vírus”, diz.
Ações de combate
Segundo Márcia Dalfabro, assim que saiu o resultado do exame sorológico, as ações de profilaxia e prevenção foram iniciadas imediatamente no Jardim Anache e adjacências. “As equipes dos postos de saúde, bem como os agentes de saúde da região norte foram informados sobre o caso e o CCZ deu início aos cuidados com a população que teve contato com o animal. A área está toda em alerta”, diz Márcia. As medidas incluem a vacinação de pessoas que tiveram contato direto com o cão e também de outros animais que conviviam com o animal.
De acordo com a diretora, 18 pessoas, entre crianças e adultos, foram imunizadas contra raiva. Destas, oito também receberam o soro antirábico, que é utilizada nos casos em que pode ocorrer contaminação imediata com o vírus da doença. “Somente de dar comida na boca de um cachorro com raiva a pessoa pode ser infectada, porque a saliva do animal está rica no vírus”, informa Márcia. Os oito moradores que, além da vacina, também foram medicadas com o soro, mantinham contato direto e diário com o cão morto.
Foi aplicada dose preventiva da vacina anti-rábica em 300 cães e gatos de moradores do Jardim Anache. Outros seis cachorros da região foram sacrificados [por quê?], pois conviviam diretametne com o cão infectado. A diretora explica que não há tratamento para raiva em animais e a única solução é a eutanásia. “As equipes identificaram os cães que tinham contato direto com o animal em questão, mas o dono de um deles não quis entregá-lo. Entramos com pedido judicial, já que havia risco de dano coletivo, e o animal foi recolhido e morto”, afirmou. [Por que não ficou em observação, como foi o caso do primeiro animal??? Será para satisfazer a população / sensacionalismo? Contactantes são obrigatoriamente portadores no caso da raiva??]
A diretora de vigilância em saúde destaca ainda que, em casos como esse, “a profilaxia é sempre imediata porque a raiva é uma doença muito grave, principalmente quando transmitida para o homem. Temos casos confirmados de raiva humana apenas nas regiões norte e nordeste e também na Bolívia, que é vizinho, por isso temos que fechar o cerco à doença para que não contamine as pessoas aqui”, afirma.
Riscos
Márcia Dalfabro afirma que o maior risco da doença é a demora na manifestação dos sintomas. Em humanos, os primeiros sinais podem aparecer de quatro a seis meses após a contaminação. Nos animais, a média é de dez dias, mas também pode levar meses. “As ações de combate, quando há casos confirmados, devem ser rápidas e o acompanhamento, tanto dos animais vacinados quanto das pessoas da região, deve ser contínuo por até um ano”, afirma a diretora de vigilância em saúde.
No caso das 18 pessoas e os cerca de 300 animais vacinados, o acompanhamento é realizado pelos agentes de saúde que atuam na região norte. A Sesau também vai colocar à disposição mil doses da vacina para a imunização de cães e gatos da área atingida. “A cobertura tem que ser eficaz e depois da confirmação a região está em estado de alerta”, lembra Márcia. O sangue dos seis cães sacrificados também foi recolhido pelo CCZ e o resultado sorológico deve sair nos próximos dias. Caso haja mais casos positivos, as medidas de prevenção serão intensificadas.
Outras notícias:
* G1: Caso de raiva provoca vacinação emergencial em Campo Grande
* Campo Grande News: Com caso confirmado, CCZ faz vacinação de emergência contra a raiva
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Sobrevivente ao vírus da Raiva - California - EUA
Notícia publicada no http://veterinariaesaudepublica.blogspot.com
Precious Reynolds, uma garota de 8 anos da cidade de Willow Creek - CA - EUA, foi tratada para para o vírus da raiva sem a utilização do protocolo vacinal. A menina contraiu a doença em abril - de um gato - e em maio, após a avó da garota ter suspeitado de sintomas de gripeo, diagnóstico surpreendente de raiva foi confirmado.
O tratamento foi realizado na Universidade da Califórinia e, como o tratamento vacinal já seria tardio, não foi realizado. O protocolo adotado foi o coma induzido por medicamentos e antivirais. Permaneceu por duas semanas no setor de terapia intensiva e, após, seguiu para o setor de pediatria do hospital onde permaneceu até domingo. De acordo com os médicos, o sucesso da terapia baseou-se na excelente resposta imune da paciente. Precious é a terceira pessoa a sobreviver ao vírus da raiva - sem tratamento vacinal - nos Estados Unidos.
Fonte:
Apesar de não "acreditar" em tratamento para raiva, acredito muito na resposta imune individual e na vigilância bem feita e aplicada. Boas notícias, em tratamento atirrábico, não são comuns e vale divulgar. Como a paciente não apresentava sinais nervosos, acredito não haver maiores sequelas do tratamento.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
World Rabies Day 2010
Mais uma vez venho ajudar a promover esta maravilhosa iniciativa, o World Rabies Day - dia mundial contra a raiva.
Para se envolver nesta campanha mundial, acesse o site http://www.worldrabiesday.org/ ou ainda a versão em portugês disponível no site do PAHO (Pan American Health Organization / Organização Pan-Americana de Saúde).
Participe, promova e previna!
sábado, 13 de setembro de 2008
Ainda sobre Raiva
Recebi ontem (12/09/2008) um informativo do Promed-Por (http://www.promedmail.org) sobre o aumento dos casos de raiva no estado de Rio de Janeiro-Brasil; segue abaixo o conteúdo deste alerta.
RAIVA ANIMAL, AUMENTO - BRASIL (RJ)
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Data: Sexta-feira / Viernes, 12 setembro / Septiembre de 2008
De: Flavia Feijo
Fonte:O Globo [10.09.2008]
Secretaria de Agricultura alerta sobre aumento de casos de raiva transmitida por morcegos
Rio - A Secretaria estadual de Agricultura do Rio lançou nesta quarta-feria um alerta sobre o aumento do número de casos de raiva animal provocadas por morcegos hematófagos. No período de 2000 a 2007, casos de raiva em herbívoros (bois, cavalos, ovelhas e cabras) e porco foram detectados em 76 dos 92 municípios do estado. Os números, que representam 82,6% do total do território fluminense, acenderam a luz amarela para a necessidade de adoção de medidas eficazes para combater essa zoonose.
Segundo o Superintende de Defesa Agropecuária da secretaria estadual de
Agricultura, Flávio Tavares, entre as medidas de prevenção já adotadas, estão a vacinação, o controle populacional dos morcegos hematófagos(transmissores do vírus da raiva) e a educação sanitária, com a divulgação da enfermidade e sua prevenção. A Secretaria de Agricultura estuda a obrigatoriedade da vacinação em todo o rebanho suscetível à doença. Atualmente, a imunização só é obrigatória em áreas onde há foco da doença.
A raiva é uma doença letal que traz grandes prejuízos, contudo a vacina é de baixo custo e alta eficácia. Para o pecuarista, o retorno é muito maior do que o investimento realizado - explicou.
Tavares orientou os produtores a procurar imediatamente o Núcleo de Defesa Agropecuária mais próximo em caso de suspeita de animais com raiva. A manipulação de animais suspeitos de raiva oferece grande risco, principalmente para pessoas não treinadas nem imunizadas. Caso isso ocorra deve-se procurar imediatamente um posto de saúde para atendimento.
Fonte:O Globo [10.09.2008]
Secretaria de Agricultura alerta sobre aumento de casos de raiva transmitida por morcegos
Rio - A Secretaria estadual de Agricultura do Rio lançou nesta quarta-feria um alerta sobre o aumento do número de casos de raiva animal provocadas por morcegos hematófagos. No período de 2000 a 2007, casos de raiva em herbívoros (bois, cavalos, ovelhas e cabras) e porco foram detectados em 76 dos 92 municípios do estado. Os números, que representam 82,6% do total do território fluminense, acenderam a luz amarela para a necessidade de adoção de medidas eficazes para combater essa zoonose.
Segundo o Superintende de Defesa Agropecuária da secretaria estadual de
Agricultura, Flávio Tavares, entre as medidas de prevenção já adotadas, estão a vacinação, o controle populacional dos morcegos hematófagos(transmissores do vírus da raiva) e a educação sanitária, com a divulgação da enfermidade e sua prevenção. A Secretaria de Agricultura estuda a obrigatoriedade da vacinação em todo o rebanho suscetível à doença. Atualmente, a imunização só é obrigatória em áreas onde há foco da doença.
A raiva é uma doença letal que traz grandes prejuízos, contudo a vacina é de baixo custo e alta eficácia. Para o pecuarista, o retorno é muito maior do que o investimento realizado - explicou.
Tavares orientou os produtores a procurar imediatamente o Núcleo de Defesa Agropecuária mais próximo em caso de suspeita de animais com raiva. A manipulação de animais suspeitos de raiva oferece grande risco, principalmente para pessoas não treinadas nem imunizadas. Caso isso ocorra deve-se procurar imediatamente um posto de saúde para atendimento.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Dia Mundial da Raiva - 28 de setembro/2008
Que "pequena" coincidência... justamente nesta semana nossos alunos da UFMT estão sendo vacinados contra raiva - para que possam participar da campanha de vacinação dos animais do município de Sinop - e encontrei no site da Organização Panamericana de Saúde (PAHO) os logos do Dia Mundial da Raiva, que este ano será agora em setembro, dia 28. É uma iniciativa da Aliança para o Controle da Raiva, diretamente ligada ao PAHO.
O controle da raiva é uma iniciativa importantíssima, considerando que a raiva mata. Mata o morcego, o bovino e eqüino, o cão e o gato... e o homem. De acordo com dados do PAHO, em torno de 55.000 pessoas morrem de raiva todos os anos. Lembrando que a raiva é uma doença viral, cujo agente pertence à família Rhabdoviridae e gênero Lyssavirus. O vírus é eliminado pela saliva do indivíduo contaminado e a inoculação via mordedura é a principal porta de entrada.
A raiva pode - e deve - ser prevenida, lembrando que, dependendo da região, os animais devem ser vacinados anualmente e, para humanos, existe o esquema de vacinação pós-exposicional (após sofrer agressão por animal suspeito de raiva) e o pré-exposicional (para indivíduos do "grupo de risco": acadêmicos de veterinária e médicos veterinários, profissionais de saúde, etc.). Vá até um posto de saúde e informe-se sobre a vacinação em pessoas. E seu veterinário poderá conversar sobre a prevenção nos animais.
No site do Dia Mundia da Raiva (inglês ou espanhol) você encontra dicas de como "envolver-se" com a campanha, seja adquirindo produtos relacionados, vacinando seus animais, avisando aos amigos ou como voluntário. Até os personagens de Maurício de Souza estão na campanha, lá está a Turma da Mônica para a educação de crianças.
Obtenha informações junto à Secretaria de Saúde de seu município, centro de controle de zoonoses, sociedade protetora dos animais... caso não haja campanhas de vacinação dos animais, não hesite: promova!
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