Mostrando postagens com marcador Notícias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Notícias. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de março de 2016

Microcefalia relacionada ao Zikavirus - atualização Brasil

[Extraído do Portal Saúde]

Saúde investiga 4.222 casos suspeitos de microcefalia no país

Estão sendo investigados todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, inclusive a possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas

O Ministério da Saúde e os estados investigam 4.222 casos suspeitos de microcefalia em todo o país. Isso representa 71,5% dos casos notificados. O novo boletim divulgado nesta terça-feira (1º) aponta, também, que 1.046 notificações já foram descartadas e 641 confirmadas para microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita. Ao todo, 5.909 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 27 de fevereiro.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Emergência mundial para Zika

Alice Vitoria Gomes Bezerra, a 3-month-old Brazilian girl with microcephaly, is held by her father. In the last four months, authorities have recorded close to 4,000 cases in Brazil in which the mosquito-borne Zika virus may have led to microcephaly in infants. (Mario Tama/Getty Images) - Publicado no PresentNation
Está acontecendo neste momento a reunião do Comitê de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) / World Health Organization (WHO) para decidir sobre a declaração de emergência mundial para Zika. Se a emergência mundial for declarada, isso significa que todos os países-membros da OMS deverão adotar esforços conjuntos e as recomendações da Organização para o enfrentamento da doença e o gerenciamento do risco de introdução. Isso me emociona muito, ainda mais sob os boatos infinitos de que as consequências neurológicas em fetos e recém-nascidos teriam vínculo com vacinas (??), e outras teorias mais sem sentido ainda.

[ATUALIZAÇÃO: SIM, FOI DECLARADA A EMERGÊNCIA MUNDIAL EM SAÚDE PÚBLICA PARA ZIKA!]

Ao meu ver, além do trabalho incansável dos médicos, infectologistas e cientistas, esta entrevista publicada no The Guardian em 28 de janeiro/2016 deixa bem claro que a situação não é uma "brincadeira vacinal":


Informações da OMS / WHO sobre Zika:

sábado, 13 de abril de 2013

H7N9 - a nova versão da influenza aviária


Olá pessoal,

Estaremos na iminência de uma nova pandemia? Bem, enquanto não for comprovada a transmissão humano-humano do Influenza A(H7N9) ainda há podemos seguir tranquilos. A China está sob alerta geral e não podemos deixar de acompanhar a eco-evolução deste importante evento epidemiológico!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

História revelada: após 660 anos, a Peste Negra foi sequenciada

Image of East Smithfield excavation copyright: 
Museum of London Archaeology; from
http://blogs.nature.com/news/2011/10/black_death.html
 Peste negra, "black death", peste bubônica... sinonímias para a doença causada pela boa (e velha) Yersinia pestis
 Utilizando a arcada dentária de quatro vítimas inglesas da peste negra, que assolou a Europa no século XIV (exterminou praticamente metade da população do oeste europeu em menos de 5 anos), cientistas conseguiram - pela primeira vez no mundo! - sequenciar 100% do genoma de uma bactéria tão "antiga" e degradada. 

E parece que, de quase 700 anos pra cá, relativamente pouco mudou no DNA... Diferente do que se pensava, a Yersinia da idade média era pouco mais virulenta que a atual, sugerindo que os maus hábitos de higiene da população e fatores ambientais, como frio e umidade, favoreceram a ocorrência da epidemia de peste.

Atualmente Y. pestis acomete em torno de 2000 pessoas por ano, principalmente no continente africano - graças aos melhores hábitos de higiene, condições sanitárias e os "queridos"antibióticos, a peste bubônica não mais nos assola. Há que se considerar que o ambiente também mudou muito de lá pra cá, não é?!

Maiores informações:

Artigo publicado na Nature:  A draft genome of Yersinia pestis from victims of the Black Death.  Kirsten I. Bos, Verena J. Schuenemann, G. Brian Golding, Hernán A. Burbano, Nicholas Waglechner, Brian K. Coombes, Joseph B. McPhee, Sharon N. DeWitte, Matthias Meyer, Sarah Schmedes, James Wood, David J. D. Earn, D. Ann Herring, Peter Bauer, Hendrik N. Poinar & Johannes Krause. Nature (2011) Published online

Nature News Blog: Black Death plague pit produces first ancient bacterial genome

Nicholas Wade - The New York Times (Science): Scientists Solve Puzzle Of Black Death’s DNA.

Anne Mcilroy - The Globe and Mail (Health News): Black Death bug hasn’t changed, but we have.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Surto de febre aftosa no Paraguai - confirmado

Fontes em 19/09/2011: 
MSRecord: Confirmado foco de aftosa no Paraguai e MS bloqueia fronteira: Após um mês de suspeita, foco foi confirmado no último fim de semana (Juliene Katayama); 
Terra Economia - Reuters Online: Paraguai detecta foco de aftosa e suspende exportação de carne
Globo Economia - Valor Online: Paraguai confrma caso de febre aftosa na região central (Tarso Veloso)
Mais notícias via Google notícias.

O surto de aftosa foi confirmado em San Pedro, região central do Paraguai, a aproximadamente 150Km da fronteira com o Brasil.  A propriedade-foco, com 800 animais, foi avaliada pelo Senacsa (Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal do Paraguai) e 13 animais tinham a doença. A partir do foco, a OIE já foi notificada e foram suspensas todas as movimentaçãoes de animais para o Brasil, as exportações de carne e o status de zona livre de aftosa. Todos os animais serão abatidos. Muito trabalho a ser feito pelo pessoal da Zona de Alta Vigilância!!!! Não quero dar aula prática de Febre Aftosa, heim!!!!!!

Mapa editado de Paraguay.com. Por isso, Brazil com "z".

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Campanha nacional de vacinação contra a raiva canina e felina

Notícia de Carolina Pimentel, veiculada no caderno Ciência e Tecnologia do Jornal do Brasil de 01/09/2011 (íntegra aqui).

Ministério importa 10 milhões de doses de vacina contra raiva para cães e gatos

O Ministério da Saúde importou 10 milhões de doses para vacinar cães e gatos contra a raiva. A compra emergencial foi feita para não atrasar a imunização dos animais nos estados com risco de registro da doença. De acordo com o Ministério, a pasta requisitou novos testes da vacina produzida pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), responsável por fornecer 32 milhões de doses. As análises foram solicitadas para evitar mortes e reações adversas nos animais como em 2010, quando foram notificados 637 casos. Do total, 41,6% foram mortes ou alergias graves, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na época, a vacina era fabricada pelo laboratório Bio-Vet, proibida de ser usada na campanha deste ano. 

Com os novos testes, o Tecpar atrasou o fornecimento das doses, que deveriam ter sido entregues às secretarias estaduais de Saúde a partir de maio.

O Ministério definiu estados com preferência para receber a vacina importada. Os primeiros foram o Ceará e o Maranhão, que registraram casos de raiva humana no ano passado e em 2011, respectivamente. Os demais são Pernambuco, o Pará, o Piauí, o Rio Grande do Norte, a Paraíba, a Bahia, Alagoas, Sergipe e Mato Grosso do Sul, por terem notificado casos de raiva canina nos últimos três anos.

Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os únicos estados que ficam de fora da vacinação, pois não registram a circulação do vírus da raiva.

 

Mais sobre Raiva:

No blog: clique em Raiva

World Rabies Day: http://www.worldrabiesday.org/pt/home.html
Raiva Online: http://www.pasteur.saude.sp.gov.br/online/online.htm

Doenças negligenciadas e pespectiva de vacina: leishmaniose, dengue e malária

A amiga Adriana Guercio postou no Facebook o link desta notícia - que tomei emprestado para o blog. Segue a matéria de Renato Grandelle publicada no extra.globo.com em 30 - 31/08/2011 (link aqui).

Malária, dengue e leishmaniose terão vacinas em até dez anos

Esquecidas pela indústria farmacêutica, mas capazes de fazer milhões de vitimas mundo afora, doenças como malária, dengue e leishmaniose podem ganhar vacinas em até dez anos. Este é o objetivo do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas, que encerra hoje um seminário de três dias no Rio.

Três anos atrás, o órgão, que reúne pesquisadores da Fiocruz, UFRJ, USP e UFMG, assumiu como objetivo o estudo de mecanismos de defesa contra as chamadas doenças negligenciadas. Os trabalhos desenvolvidos desde então seguem avançados — alguns já fazem testes em primatas, última etapa antes de levar os experimentos para testes em humanos. Mas, para prosseguir os estudos pelos próximos dois anos, será necessário um financiamento de R$ 12,5 milhões do Governo Federal. "Só agora, com o desenvolvimento dos países em que essas doenças são comuns, o interesse de algumas companhias farmacêuticas aumentou" - explica Ricardo Gazzinelli, pesquisador do Centro de Pesquisas René Rachou. "Foi constatado, enfim, que existe um mercado".

A leishmaniose é a doença com resultados mais avançados. Desde 2008 está disponível uma vacina para cães - contaminados pelo mosquito-palha, o mesmo que, logo depois, infecta também o homem.
"O cão é o reservatório dos parasitas" - explica Ana Paula Fernandes, bióloga da Faculdade de Farmácia da UFMG. "Conduzimos uma série de estudos para comparar os antígenos, as substâncias que desencadeiam a produção de anticorpos, e um deles se destacou na produção de uma resposta imune". Para uso em humanos, a vacina teria de passar por adaptações. E a mudança é urgente. Até a década de 90, quase todos os casos ocorriam no Nordeste. Hoje, aquela região responde por apenas metade das ocorrências. A doença avançou para estados onde nunca havia sido registrada antes, como Minas Gerais, Goiás e Espírito Santo. "Está praticamente fora de controle" - diz Ana Paula. "Essa expansão deve-se à migração das famílias, que levam cães infectados, e à urbanização e ao desmatamento, que fazem o mosquito-palha multiplicar-se com ainda mais facilidade".

A doença causa febre prolongada e provoca anemia, tosse, diarreia e perda de peso. Cerca de 20 mil pessoas são infectadas anualmente pela leishmaniose no Brasil. Um número muito inferior ao da dengue - que, na epidemia de 2008, deixou mais de 1 milhão de vítimas. O desafio é produzir uma vacina que proteja dos quatro sorotipos virais, todos já em circulação no país. Um dos rumos estudados é a imunização combinada de vacinas de DNA e um vírus quimérico - formado por pedaços de mais de um vírus. No caso, daqueles responsáveis pela febre amarela e pela dengue. "No Brasil, já temos tradição na produção de febre amarela" - lembra Myrna Bonaldo, bióloga e pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz. "Estamos observando, nos primatas, como cada sorotipo se prolifera e se um deles é dominante".

Na malária, a diversidade de “raças” também é um desafio para os pesquisadores. Ou seja, uma vacina contra o Plasmodium vivax, que infecta até 400 milhões de pessoas anualmente no mundo, teria de abranger todas as cepas de parasitas descritas. Quatro proteínas estão sendo desenvolvidas e foram apontadas como possíveis candidatas a esta vacina universal. A doença, letal em muitos casos, provoca febre alta, dores de cabeça e hemorragias.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Vírus do Nilo Ocidental no Brasil - Pantanal-MS e Cerrado-MT

[Recebido por e-mail do ProMED-Port; a notícia já me havia sido dada enquanto eu ainda estava em Sinop-MT, mas ainda não havia saído o trabalho publicado. Maiores informações:


VIRUS DO NILO OCIDENTAL, EQUINOS: BRASIL (NHECOLANDIA, MS)
******************************

Uma mensagem / Una mensaje / de ProMED-mail <http://www.promedmail.org>
ProMED-mail e um programa da / es un programa de la International Society for
Infectious Diseases <http://www.isid.org>

Data: Segunda-feira / Lunes, 08 de agosto / Agosto de 2011

De: Promed-Port <Promed-Port@promedmail.org>
Fonte: Estadao [08.08.2011] http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,virus-de-doenca-semelhante-a-dengue-e-identificado-pela-1-vez-no-brasil,755438,0.htm

Vírus de doença semelhante à dengue é identificado pela 1ª vez no Brasil


No Pantanal, cavalos tinham anticorpos para o vírus da febre do Nilo Ocidental, apontam pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz e da USP; forma mais grave da doença compromete o sistema nervoso central, mas ainda não há registro em humanos no País


Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz) identificaram, pela primeira vez no País, o vírus da febre do Nilo Ocidental. A descoberta ocorreu no Pantanal: cinco cavalos possuíam anticorpos contra o vírus, prova de que já sofreram infecções.


Em 1999, a febre do Nilo Ocidental chegou à América, causando dezenas de mortes nos Estados Unidos. Houve vários casos nas imediações do Central Park, em Nova York. Desde então, vem descendo o continente. Na Colômbia, na Venezuela e na Argentina também foram diagnosticados casos em cavalos e aves.


Diversas espécies de mosquitos são capazes de transmitir o vírus. Pássaros e répteis - como crocodilos e aligatores - desenvolvem a doença e infectam os insetos. Mamíferos - como humanos e equinos - são hospedeiros finais: podem adoecer, mas não são capazes de infectar o mosquito e reiniciar o ciclo (mais informações nesta página).


Os pesquisadores do IOC investigaram amostras de sangue de 168 cavalos e 30 jacarés da região de Nhecolândia, em Mato Grosso do Sul. Também capturaram 1.204 mosquitos de 10 espécies diferentes. Análises bioquímicas procuraram identificar anticorpos contra o vírus nos répteis e equinos. Só cinco cavalos tiveram resultado positivo. Nenhum jacaré havia sido infectado. Os mosquitos investigados também não carregavam o vírus.


O veterinário Alex Pauvolid-Corrêa, principal autor do estudo, explica que não é possível saber ainda quais espécies de insetos poderiam servir como vetores eficazes da doença no País. Os cientistas já iniciaram um estudo mais abrangente, capturando uma amostra maior de mosquitos. "As análises dessas novas amostras estão em andamento", afirma Corrêa, que realiza seu doutorado no IOC e nos Centros para o Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), nos Estados Unidos.


O artigo com a descoberta foi publicado na revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. O virologista Hermann Schatzmayr, que morreu no ano passado, participou do estudo. Ele teve papel fundamental na erradicação da varíola no País.


Em paralelo. O Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas da USP também procura indícios de atividade do vírus da febre do Nilo Ocidental no País.


A pesquisadora Tatiana Lopes Ometto iniciou um doutorado em 2008 cujo tema é o monitoramento do vírus em equinos e aves. E já obteve resultados semelhantes aos do grupo do IOC. "Analisamos 1.156 amostras de sangue - 678 de equinos e 478 de aves - obtidas em Nova Brasilândia (a 190 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso)", recorda Tatiana. "Confirmamos a presença de anticorpos contra o vírus em quatro equinos."


Os animais eram nativos da região - uma zona de transição do Cerrado para o Pantanal. Portanto, não poderiam ser casos importados. O trabalho deve ser publicado até o fim do ano em uma revista científica internacional.


Gravidade. Muitas vezes, em humanos, a infecção é assintomática. Em outros casos, os sintomas são parecidos com os da dengue: febre, dores no corpo e náusea. Algumas pessoas, no entanto, evoluem para formas mais sérias da doença, com comprometimento do sistema nervoso central. Em 1996, uma epidemia na Romênia apresentou um número excepcionalmente grande de quadros graves. Dos 393 pacientes diagnosticados, 352 desenvolveram inflamação do cérebro. Cerca de 10% morreram.


PARA LEMBRAR


O vírus da febre do Nilo Ocidental só foi isolado em 1937, em Uganda. Uma pesquisa da Universidade do Estado do Colorado (EUA), no entanto, levanta a hipótese de que Alexandre Magno, rei da Macedônia, teria morrido de uma forma grave da doença, na Babilônia, em 323 a.C. Tinha 32 anos e agonizou duas semanas com febre. O historiador Plutarco relata que a morte do célebre conquistador foi precedida e acompanhada pela morte de corvos. Algo semelhante ao observado nos EUA durante a entrada do vírus no país.


Comentário (ProMED):

[A região do pantanal é pouso das aves migratorias. O vírus ja foi encontrado na Argentina (em cavalos) e é endêmico na América do Norte. Pássaros são os reservatórios naturais - era uma questão de tempo encontrar o vírus em algum ponto da rota das aves - ljs

P.S. - Nem os mais incautos chegam a confundir dengue com a febre do Nilo Ocidental, ainda que ambas sejam causadas por flavivirus]

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

MAPA: aberta consulta pública para definir produtos veterinários

[Do Portal CFMV/CRMVs e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento]

O MAPA abriu consulta pública (Portaria N° 137 de 25 de julho de 2011), por 60 dias, para receber sugestões ao projeto de Instrução Normativa que aprova as medidas destinadas a identificar, relatar e monitorar os eventos adversos de produtos de uso veterinário registrados no órgão. 

A regra vai regulamentar o acompanhamento dos medicamentos, vacinas e aditivos usados nos animais. A legislação vai aumentar o controle sobre o uso de medicamentos e orientar usuários para o encaminhamento de notificações. Outra função será definir critérios e modelos de formulários para as notificações sobre alterações, durante ou após o uso dos produtos, para permitir uma investigação adequada desses casos. 

A norma também estabelecerá os procedimentos que serão adotados pelo Ministério após o recebimento das notificações. Definirá, ainda, as responsabilidades legais dos estabelecimentos detentores de registro, como a obrigação de realizar investigações completas em casos de eventos adversos e a necessidade de dispor de um serviço de farmacovigilância veterinária.


Durante o prazo estipulado, o projeto de IN estará disponível no site do Ministério da Agricultura (www.agricultura.gov.br). As sugestões deverão ser encaminhadas à Coordenação de Fiscalização de Produtos Veterinários, pelo e-mail produtosveterinarios@agricultura.gov.br, ou para o endereço Esplanada dos Ministérios, Anexo A, 4º andar, sala 447, CEP: 70.043-900, Brasília (DF).

Participem!!!!

domingo, 31 de julho de 2011

Fim da novela E. coli europeia. Será?

(Notícia de "Último Segundo - IG", publicada em 26/07/2011)

Alemanha declara fim de surto da bactéria E. coli - Há três semanas, autoridades alemãs não registram novos casos da epidemia em que 49 morreram e mais de 4 mil foram contaminados. "O maior surto da E. coli na Alemanha agora está terminado", disse Reinhard Burger, presidente do Instituto Robert Koch, agência oficial de controle de doenças do país. O Instituto Koch disse que desativará seu centro de monitoramento da doença, mas que manterá uma vigilância intensiva caso a bactéria reapareça. 

Porém o embargo ao Egito continua até o final de outubro... e os espanhóis querem re$$arcimento quanto à injusta acusação de contaminação de pepinos. Da cepa, em si, nada mais se fala. Agora a novela é outra!

Mais sobre E. coli em Micro&Epi (posts relacionados):  

Micro e Epi: Outro capítulo da novela "E. coli europeia" - 08 Jul 2011 

Micro e Epi: Mais E. coli alemã - 13 Jun 2011 

Micro e Epi: Como escrever E. coli? - 07 Jun 2011

Vacina (definitiva) contra gripe: os cientistas estão quase lá!

O artigo "A Neutralizing Antibody Selected from Plasma Cells That Binds to Group 1 and Group 2 Influenza A Hemagglutinins", publicado na Science, em 28 de julho, de uma equipe de pesquisadores britânicos e suiços, traz a grande luz no fim do túnel da prevenção do vírus da gripe. 

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Outro capítulo da novela "E. coli europeia"

[Sinopse do capítulo de hoje da novela: Depois da Alemanha colocar a E. coli no "pepino espanhol", a União Europeia coloca a E. coli no do...  Egito! E a Rússia, estrategicamente, entra na novela também - a favor da UE. Pobre Cleópatra!
Imagine por quais águas - ou em quantas mãos - esses brotos de feijão não encontraram a E. coli?? Vamos ver até onde vai o empurra-empurra... agurade os próximos capítulos!!]


Saúde - Egito rejeita responsabilidade por epidemia de E. coli na Europa

O Ministério egípcio da Agricultura afirmou que o lote suspeito data de novembro de 2009 e contém sementes secas, portanto a bactéria não poderia sobreviver muito tempo.

Cairo - O Egito negou estar na origem da epidemia de E. coli que fez 49 mortos, dos quais 48 na Alemanha e um na Suécia, em 4.178 indivíduos infetados na Europa. Num comunicado divulgado quarta-feira em Bruxelas, a União Europeia (UA) anunciou que as investigações da Autoridade Europeia de Segurança dos Alimentos (EFSA) revelaram que as sementes de feno-grego implicadas na contaminação foram importadas do Egito entre 2009 e 2010. No entanto, o Ministério egípcio da Agricultura afirmou que o lote suspeito data de novembro de 2009 e contém sementes secas, portanto a bactéria não poderia sobreviver muito tempo.
 
As autoridades agrícolas egípcias acrescentam que se os germes de feno-grego fossem suspeitos de estar contaminados por uma bactéria de E. coli esta última podia ser eliminada no termo de diferentes processos tais como a reembalagem ou a água utilizada para a germinação. O Ministério sublinhou que todos os testes efetuados no produto foram negativos e que a origem de E. coli não foi assinalada no Egito.

A UE decidiu uma suspensão provisória da importação de sementes e de feijões do Egito, uma decisão condenada pelas autoridades egípcías. Esta proibição, em vigor até 31 de outubro próximo, afeta as sementes e as frutas egípcias, bem como os esporos utilizados para a semeação, nomeadamente os grãos de soja. A Rússia decidiu também quarta-feira cessar a importação de algumas sementes do Egito.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Febre Aftosa: mais um estado livre!

Do G1.com - 04/07/2011 18h45 - Atualizado em 04/07/2011 20h54

Espírito Santo está livre da febre aftosa, diz Idaf

Estudo foi divulgado nesta segunda-feira (4).
Ações são exigências da União Europeia para importação da carne.

O Espírito Santo está livre da febre aftosa neste momento. Um estudo realizado pelo Instituto de Agropecuária e Florestal (Idaf), finalizado nesta segunda-feira (4), comprovou a ausência do vírus no estado. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou que todos os resultados deram negativo, o que mantém o status capixaba de zona livre da febre com vacinação. As ações são exigências da União Europeia para a importação da carne brasileira.

Inquéritos
Segundo o Governo do Estado, o diretor do instituto, Fabiano Fiúza Rangel explica que foram duas as frentes de atuação. A primeira consistiu em avaliar a eficiência da vacinação, o que possibilitou estimar o percentual de cobertura imunitária alcançado pelas duas campanhas anuais. Este trabalho contemplou 34 propriedades e um total de 198 bovinos. O outro estudo teve o objetivo de comprovar a ausência da circulação do vírus causador da enfermidade. Foram coletadas amostras de 1548 animais, em 18 municípios, envolvendo 54 propriedades escolhidas pelo Mapa. As amostras foram submetidas a exames nos Laboratórios Nacionais Agropecuários de Minas Gerais e Pernambuco.

Rangel ressalta que estas ações só foram possíveis devido à colaboração dos pecuaristas, que receberam os técnicos do Idaf em suas propriedades e permitiram a coleta de sangue dos animais. “É importante destacar que os bovinos nos quais foram feitos exames não puderam transitar até o resultado dos mesmos. Por isso, o apoio dos produtores rurais foi fundamental no processo. Eles compreenderam que a comprovação da ausência do vírus reverte-se em benefícios para eles próprios, pois fortalece o circuito pecuário e amplia as possibilidades de mercados” disse.

***************************************
Do Mapa - 04/07/2011 17:20 Proteção: Auditorias avaliam controle da febre aftosa no Nordeste e Norte

Saiba mais
O Ministério da Agricultura reconhece como de risco médio de febre aftosa os seguintes estados: Alagoas, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e a região Centro-Norte do Pará. Em alto risco encontram-se Roraima, Amapá e as demais áreas do Estado do Amazonas.

Hoje, 15 unidades da federação são reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, sigla em inglês) como livres de febre aftosa com vacinação: Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. Além disso, detêm esse status a região Centro-Sul do Pará e os municípios de Guajará e Boca do Acre, no Amazonas.

O rebanho brasileiro conta com 208,4 milhões de animais. A imunização é praticada em todos os estados e no Distrito Federal, com exceção de Santa Catarina, considerado livre da enfermidade sem vacinação, desde 2007, pela OIE.

Em 2010, o índice de cobertura vacinal dos animais brasileiros foi de 97,4%, o que representa a aplicação de 324,2 milhões de doses de vacinas em bovinos e búfalos.

Leia também do MAPA - 27/05/2011 10:30 Sanidade: OIE declara zonas de proteção livres de aftosa com vacinação - Rebanhos localizados na Bahia, Tocantins e Rondônia conquistam reconhecimento internacional com a medida. 


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sobrevivente ao vírus da Raiva - California - EUA


Precious Reynolds, uma garota de 8 anos da cidade de Willow Creek - CA - EUA, foi tratada para para o vírus da raiva sem a utilização do protocolo vacinal. A menina contraiu a doença em abril - de um gato - e em maio, após a avó da garota ter suspeitado de sintomas de gripeo, diagnóstico surpreendente de raiva foi confirmado.

O tratamento foi realizado na Universidade da Califórinia e, como o tratamento vacinal já seria tardio, não foi realizado. O protocolo adotado foi o coma induzido por medicamentos e antivirais. Permaneceu por duas semanas no setor de terapia intensiva e, após, seguiu para o setor de pediatria do hospital onde permaneceu até domingo. De acordo com os médicos, o sucesso da terapia baseou-se na excelente resposta imune da paciente. Precious é a terceira pessoa a sobreviver ao vírus da raiva - sem tratamento vacinal - nos Estados Unidos.

Fonte: 
Raiva / rabies no CDC: more on rabies.

Apesar de não "acreditar" em tratamento para raiva, acredito muito na resposta imune individual e na vigilância bem feita e aplicada. Boas notícias, em tratamento atirrábico, não são comuns e vale divulgar. Como a paciente não apresentava sinais nervosos, acredito não haver maiores sequelas do tratamento.

Mais E. coli alemã

Notícia rcebida pelo Pro-MED (http://www.promedmail.org). Este surto e sua investigação é pura epidemiologia!!! E há mais ainda o que investigar...
Outras informações: Microbe World.


ESCHERICHIA COLI 0104 H4: EUROPA (08)
******************************
*
ProMED-mail e um programa da / es un programa de la International Society for Infectious Diseases <http://www.isid.org>

Data: Domingo, 12 de junho / Junio de 2011

De: Promed-Port <Promed-Port@promedmail.org>
Fonte: Google / AFP [11.06.2011]
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5h86GYzYLiopk5PMYJO8vkqVfc
plw?docId=CNG.92bb341a9978c6994c39e0e41d06a607.1651


Alemanha confirma que brotos de feijão causaram contaminação por E. coli


BERLIM, Alemanha — Um instituto sanitário federal alemão confirmou neste
sábado oficialmente que a epidemia bacteriana que matou 33 pessoas foi provocada por brotos germinados contaminados, colocando fim às incertezas de Berlim e da União Europeia.

Os biólogos do Instituto Federal Alemão de Avaliação de Riscos (BfR)
  confirmaram os resultados das análises anunciadas na véspera pelas autoridades regionais da Renânia do Norte-Westfália (oeste). Segundo os resultados, a espécie bacteriana O104:H4 da Escherichia coli enterohemorrágica (ECEH), rara e muito perigosa, foi detectada em um pacote de brotos germinados procedente da fazenda Gärtnerhof, localizada em Bienenbüttel (norte), atualmente fechada. "Estes resultados são um passo importante na rede de testes", afirmou o diretor do instituto, Andreas Hensel. A epidemia causou 33 mortes na Europa e deixou mais de 3.000 pessoas  doentes.

O pacote de brotos germinados que foi analisado tinha sido entregue às
  autoridades por um pai de família cuja mulher e filha ficaram gravemente doentes devido à bactéria E.coli. Estes resultados põem fim a semanas de incertezas que custaram centenas de  milhões de euros aos agricultores europeus, já que os consumidores deixaram de comprar pepinos, tomates e verduras que tinham sido apontadas pelas autoridades alemãs como possíveis vetores da contaminação. O alerta foi levantado na sexta-feira. O ministério alemão de Agricultura expressou sua satisfação ao ver a causa  do mal finalmente identificada, enquanto que o comissário europeu de Saúde, John Dali, comemorou "esse acontecimento extremamente importante".

"Os consumidores europeus e os parceiros comerciais (da UE) podem agora ter
  toda confiança na segurança das verduras da União Europeia", declarou Dalli. Após o acordo de Moscou, na sexta-feira, para levantar o embargo sobre as  importações de verdura da UE, Dalli afirmou esperar que as hortaliças europeias possam empreender "o quanto antes" o caminho para a Rússia. Resta determinar como ocorreu a contaminação. "Continua confuso (...). A  bactéria foi veiculada por homens ou por animais?", questionou o ministro do Meio Ambiente e Proteção dos Consumidores da Renânia do Norte-Westfália, Johannes Remmel. A ministra alemã da Agricultura, Ilse Aigner, anuncia por sua vez um reforço  dos controles de higiene relativos à produção de brotos germinados, na edição deste domingo da revista Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung. Esses brotos de lentilha, alfafa, soja, etc, são produzidos em condições de  calor e umidade, e os cientistas os consideram possíveis vetores de bactérias patogênicas como a E.coli e a salmonela. Dalli prometeu que esta crise "levará a um reforço de nossos sistemas de  alerta" europeus.


quinta-feira, 9 de junho de 2011

sexta-feira, 4 de março de 2011

Programa de Zoonoses da Região Sul e Manual de Zoonoses


Vale a pena conferir o site http://www.zoonoses.org.br/, que divulga um projeto excelente, realizado com parceria dos CRMVs PR, SC e RS.

No site é possível baixar o Manual de Zoonoses, Vol. I - 1a edição, versão em .PDF, que traz informações sobre brucelose, febre amarela, febre maculosa, gripe aviária, larva migrans, leishmanioses, leptospirose, raiva, toxoplasmose e tuberculose.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Novo site da Associação Brasileira de Saúde Pública Veterinária

[Atualização setembro/2011: acessem o post "CNSP será em 2012".

Atualização - 13/08/2011: O SITE DA ABSPV ESTÁ FORA DO AR HÁ MESES!!!!]


E, atendendo a pedidos, está disponível o novo site da ABSPV.

Entre, confira e comente!





Aftosa: Extinção da zona tampão da Bahia é reconhecida pela OIE

Do site do CFMV

A extinção da Zona Tampão da Bahia, já reconhecida em todo o território nacional, acaba agora de ser reconhecida internacionalmente. A Comissão Científica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) aprovou relatório da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), encaminhado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sobre a extinção da Zona Tampão e criação da Zona de Proteção no Estado. Com isso, a Bahia passa a ser mundialmente reconhecida como zona livre de aftosa com vacinação, colocando toda a pecuária baiana no mesmo status sanitário, e sem restrições quanto ao comércio e trânsito de animais.

O reconhecimento definitivo da criação da Zona de Proteção deve ocorrer em maio deste ano [2011], após a realização da Plenária Anual da OIE, organizada para discutir os assuntos relacionados à sanidade animal em todo o mundo. "Este é mais um momento para comemorar por se tratar de mais uma etapa conquistada pelo Governo do Estado que tem o objetivo maior de tornar a Bahia livre de aftosa sem vacinação até 2014", ressaltou o secretário de Agricultura do Estado, engenheiro agrônomo Eduardo Salles. "Agora projeta-se um fortalecimento do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa e um novo cenário para a pecuária nacional, tornando-a mais igualitária, competitiva e com possibilidades reais de inclusão social", salientou.

A zona tampão foi oficialmente extinta na Bahia após a publicação da Instrução Normativa nº 45 do Diário Oficial da União (DOU), de 28 de dezembro pelo MAPA. A partir dela, cerca de 10 mil criadores, com um rebanho de aproximadamente 255 mil cabeças, passaram a integrar a comercialização e o trânsito de animais em todo o Estado.
...
Fonte: SEAGRI/ Agrosoft




segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Salmonella contra vírus?!

Pesquisadores da Universidade da Califórnia - Berkeley's School of Public Health - transformam Salmonella em um "agente de saúde": a bactéria atua como agente antiviral, tranportando enzimas anti-vírus para células - e sem causar doença. O estudo foi realizado utilizando ratos infectados com citomegalovirus. Resultados promissores: tratamento para doenças virais e, quiçá, tratamento antineoplásico.


Yong Bai, Hao Gong, Hongjian Li, Gia-Phong Vu, Sangwei Lu and Fenyong Liu. Oral delivery of RNase P ribozymes by Salmonella inhibits viral infection in mice. PNAS, February 7, 2011 DOI: 10.1073/pnas.1014975108